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  Cabo Verde
Autarcas dão bom exemplo
do que deveria ser a CPLP

- 26-Jan-2003 - 13:38


«Caso não haja uma intervenção urgente, muitos dos países da comunidade lusófona podem vir a mudar de idioma»


O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Ruas, defende a concertação entre autarquias nas ajudas a dar ao países da comunidade lusófona.
Por sua vez, Fernando Paulo diz que é precisa uma intervenção urgente na promoção da língua portuguesa. Se tal não se fizer, há países que podem mudar de língua...


O autarca social-democrata frisou que "os municípios devem saber entre si o que cada um está a fazer", porque quando há concertação de posições "a cooperação resulta muito melhor".

Fernando Ruas realçou que, mesmo à custa "dos seus magros orçamentos", são já significativos os apoios que as autarquias portuguesas têm dado aos municípios com que estão geminadas.

Actualmente, estão concretizados 190 processos de geminação com membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), referiu.

O líder da ANMP lamentou que, "até há bem pouco tempo as autarquias portuguesas não tenham estado dispensadas do pagamento de IVA sobre os equipamentos que enviavam" para os países com que cooperam.

"Até na cooperação tínhamos de pagar IVA. Penso que neste momento a situação já está resolvida, mas durante muito tempo vivemos com este problema", acrescentou.

As dificuldades das autarquias em custearam as despesas com a cooperação foi realçada pelos vários autarcas que durante a Jornada de Homenagem à Língua Portuguesa, em Viseu, promovida pelo Instituto Piaget, participaram num painel sobre "Geminação inter-autárquica na CPLP".

Um deles foi Orlando Mendes, presidente da Câmara Municipal de Santa Comba, que tem recebido alunos moçambicanos na escola profissional local, mas sente dificuldades em pagar as viagens quando vão de férias, a alimentação e o alojamento.

"Também gostaríamos de enviar alunos nossos (para Moçambique), mas dessa forma iríamos duplicar as nossas despesas", afirmou.

PERIGO TOTAL PARA A LÍNGUA PORTUGUESA


Fernando Paulo, coordenador da iniciativa organizada pelo Instituto Piaget, disse temer que, caso não haja "uma intervenção urgente" na promoção do português, muitos dos países da comunidade lusófona "podem futuramente vir a mudar de idioma".

Exemplificou com o caso de Angola no pós-guerra, devido aos interesses das grandes potências, e de Moçambique, de onde chegaram apelos ao Instituto Piaget para que aí construísse "quanto antes" um estabelecimento de ensino que garanta a continuidade da língua portuguesa no território.

"Se a língua portuguesa for substituída pelo inglês, que é a tendência, Moçambique corre o risco de se desintegrar", defendeu, acrescentando que "a fortaleza que pode defender o país é a língua portuguesa".

Na sua opinião, "a língua portuguesa pode ser o baluarte de manutenção da independência dos membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que integra Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, S. Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Por isso, o Instituto Piaget tem apostado em levar o ensino aos países da comunidade lusófona, tendo já a funcionar universidades em Angola (com cursos de Educação, Saúde, Economia, Medicina, Direito e Engenharia dos Petróleos) e Cabo Verde (com cursos de Sociologia, Educação e Engenharia Electrotécnica).

A pedida universidade em Moçambique encontra-se já em construção há meio ano na Cidade da Beira, estando outra planeada para Timor-Leste. "Se formarmos quadros que falem a língua portuguesa, temos aliados nesses países", frisou Fernando Paulo.

O Centro de Investigação em Língua Portuguesa do Instituto Piaget decidiu organizar o evento, inédito em Portugal, na sequência do livro "Tributo à madre língua", de Fernando Paulo.

Para o autor, a língua portuguesa é "uma mulher sedutora que enfeitiça homens e mulheres", e na qual muitos têm "feito filhos", em todos os países da CPLP, ao passar a sua criatividade para o papel.

No seu livro descreve-a como sendo "sinfónica, polifónica e sem discriminações; europeia, africana, americana, asiática e oceânica; em suma, englobante e planetária".

"Comecei a tomar consciência de que aquilo que sei devo-o à minha língua e decidi fazer-lhe um tributo. Mas, mesmo assim, ainda tenho tanto para lhe pagar...", refere Fernando Paulo.

Na foto: João Augusto de Médicis, secretário executivo da CPLP


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