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Entrevista
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As 26.304 mil horas de amargura dos angolanos
- 4-May-2005 - 17:30
Entre alegre folguedo e com sorrisos sem graça - quais palhaços de um circo que desabou a 22 de Fevereiro de 2002 - data da morte de Jonas Savimbi, líder da UNITA - políticos de inteligência apoucada e intelectuais de pacotilha vão abrindo a boca para, entre heresias políticas de péssimo gosto, afirmarem, amiúde, que «a paz veio para ficar».
Os políticos e intelectuais, que alardeiam aos quatro cantos de Angola e do mundo que a «paz veio para ficar», precisam de saber que bonança sem pão é como saco vazio que não fica em pé. Que paz sem pão é Sol de pouca dura e pode ser, de forma natural, a alavanca principal para implosões sociais.
Os que dizem com pompa e vaidade em entrevista à Comunicação Social (nacional e estrangeira) que a «paz veio para ficar», sem pensar no estômago dos milhões que nada têm, demonstram pura e simplesmente que têm uma cabeça mal construída por fora e por dentro e que desconhecem o que é a paz (social) e como se constrói.
Por isso, vale dizer (porque a verdade é melhor predicado que todos nós deveríamos seguir) que males há que vêm para bem. E o inverso também é verdadeiro.
A morte de Jonas Savimbi, por exemplo, e a consequente capitulação da UNITA, enquanto partido armado, é disso exemplo claro e indesmentivel.
Ora, com o final do «bang-bang» (de 2002 até à presente data foram consumidas 26.304 mil horas) era suposto assistirmos a uma mudança radical no quadro político, social e económico do País.
Mas não, tal (ainda) não aconteceu. E ao que tudo indica não acontecerá tão cedo!
Julgávamos que não fossemos mais continuar a ter falta de luz, água e pão. Que fossemos continuar a ter «crateras» nas estradas da capital e falta de saneamento básico.
Mas não, tal (ainda) não aconteceu. E ao que tudo indica não acontecerá tão cedo!
Pensávamos que se fosse valorizar o homem, o angolano, o trabalhador para quem o (des)Governo fixou o salário mínimo de cinquenta dólares.
Mas não, tal (ainda) não aconteceu. E ao que tudo indica não acontecerá tão cedo!
Era suposto dar-se espaço a novos quadros, de preferência jovens, que adoptassem discursos que se compaginassem com os tempos que todos nós queremos e que nada têm a ver com a época do «sabe quem sou (?)».
Mas não, tal (ainda) não aconteceu. E ao que tudo indica não acontecerá tão cedo!
Presumíamos que o Mais Alto Magistrado da Nação, que atende pelo nome de José Eduardo dos Santos (JES), fosse conseguir alegrar o povo, criando políticas que dessem às famílias angolanas a possibilidade de desfrutarem da sua condição de cidadãos deste «grande e belo».
Mas não, tal (ainda) não aconteceu. E ao que tudo indica não acontecerá tão cedo!
Imaginávamos que já fosse possível aos camponeses voltarem a abraçar a terra como o faziam em tempos idos, de modo a que pudessem contribuir para colocar Angola na senda do progresso.
Mas não, tal (ainda) não aconteceu. E ao que tudo indica não acontecerá tão cedo!
A menos que o (des)Governo angolano vá arregaçar mangas quando estivermos a poucas horas das eleições. Até lá, estou certo, serão poucos os angolanos que saberão que o Voto é a Arma do Povo.

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