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  Entrevista
Presidente guineense aconselha Abdoulaye Wade a preocupar-se com o Senegal
- 26-May-2005 - 17:16


O presidente interino guineense, Henrique Rosa, aconselhou hoje o seu homólogo senegalês a "preocupar-se" com os "muitos problemas" que tem no Senegal e a "deixar" a Guiné-Bissau "fazer a sua própria caminhada".


"O senhor presidente Wade que se preocupe com os problemas que o Senegal tem, e que não são poucos, e deixe a Guiné-Bissau fazer a sua caminhada. Agradecemos tudo o que ele queira fazer de positivo para a Guiné-Bissau. De resto, se não tiver nada de positivo para dar à Guiné-Bissau, que se mantenha calado", afirmou.

Henrique Rosa, que falava aos jornalistas à margem de uma visita que efectuou hoje de manhã à Comissão Nacional de Eleições (CNE), sublinhou, contudo, que Wade "merece" todo o seu respeito.

"O presidente do Senegal merece todo o meu respeito. E não devemos confundir o presidente do Senegal com o povo senegalês, que é nosso irmão, está também na Guiné-Bissau e trabalha e nós queremos que esteja cá", afirmou Henrique Rosa.

Quarta-feira, Wade, numa entrevista à Rádio France Internacional (RFI), defendeu o adiamento das eleições presidenciais guineenses, previstas para 19 de Junho próximo, por "dois a três meses", alegando "não existirem condições técnicas".

Segundo o presidente senegalês, cujas declarações surgiram no mesmo dia em que o antigo presidente guineense Kumba Ialá ocupou a sede da presidência em Bissau, a ideia é "evitar" que a Guiné-Bissau "caia" na mesma situação do Togo, onde a oposição rejeitou os resultados das presidenciais, provocando um conflito civil.

"Forçar as eleições a 19 de Junho será um erro", afirmou Wade, que recebeu Kumba Ialá domingo passado em Dacar, após o fracasso da cimeira de Bissau, realizada um dia antes, na presença do líder da União Africana (UA), o presidente nigeriano Olusegun Obasanjo.

Também quarta-feira, o primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior, desdramatizou as palavras de Wade, sublinhando que o Senegal "é um país amigo", que a Guiné- Bissau está envolvida num processo de integração regional e que gostaria que houvesse uma "relação de boa vizinhança" e a continuação da promoção da paz.

Entretanto, o encarregado de negócios da embaixada do Senegal em Bissau, Ngor N'Djay, foi convocado hoje pelo governo guineense para prestar "esclarecimentos" em relação as palavras de Wade, indicou fonte diplomática.

Ngor N'Djay, que substitui o embaixador, ausente do país, esteve reunido com os ministros guineenses dos Negócios Estrangeiros, Soares Sambu e da Defesa, Martinho Ndafa Cabi, de quem ouviu também os protestos do executivo em relação às atitudes do presidente do Senegal.

De seguida, o encarregado de negócios da embaixada do Senegal recebeu uma carta aberta da Plataforma das organizações da sociedade civil na qual, basicamente, é pedido a Wade que cesse "imediatamente" as suas atitudes de "ingerência" nos assuntos internos da Guiné-Bissau.

Na carta, as organizações da sociedade civil acusam o chefe de Estado senegalês de "cumplicidade" com Kumba Ialá para desestabilizar o processo eleitoral em curso na Guiné- Bissau.

As organizações da sociedade civil lembram ao presidente senegalês que a Guiné-Bissau é um país soberano, uno e indivisível, que jamais aceitará que haja interferências estrangeiras, sobretudo, vindas de um país vizinho, com o claro propósito de "impor condições" durante a livre escolha dos representantes da Nação.

"O presidente Wade quer, com esta sua estratégia, baralhar a Guiné-Bissau para daí tirar dividendos estratégicos e controlar o nosso país política e economicamente. Não se pode admitir isso", frisou João Vaz Mané, membro da Plataforma.

Segundo Vaz Mané, o encarregado de negócios da embaixada do Senegal prometeu fazer chegar a carta ao seu destinatário e, assim que houver uma resposta, proceder da mesma forma em relação aos remetentes.


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