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  Cabo Verde
Campanha eleitoral começa hoje num mar de dúvidas e incertezas
- 28-May-2005 - 12:38


A campanha das eleições presidenciais guineenses de 19 de Junho próximo começa hoje, no meio de um mar de dúvidas relacionadas quer com as diferentes iniciativas, quer com o total de candidatos que irão manter-se na corrida.


Dos 21 candidatos que se apresentaram, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) aprovou inicialmente apenas 14, reintegrando, mais tarde, após os recursos, outros três.

Contudo, houve uma desistência - o líder do Partido da Solidariedade e Trabalho (PST), Iancuba Indjai, desistiu a favor de Malam Bacai Sanhá, apoiado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) - e perspectivam-se outras ao longo dos 21 dias de campanha.

Dos 16 candidatos que, para já, querem suceder a Henrique Rosa, o destaque vai para os dois ex-presidentes:

João Bernardo "Nino" Vieira e Kumba Ialá.

O primeiro, que governou a Guiné-Bissau de 1980 a 1998, sendo afastado na sequência do conflito militar de 1998/99, está ausente do país. Fontes da sua candidatura indicaram que deverá chegar ao país no início da próxima semana.

"Nino" Vieira, que se apresenta como independente, estará ausente pelos menos nos três primeiros dias de campanha, tendo as mesmas fontes indicado que o regresso do ex-chefe de Estado, que viveu exilado seis anos em Portugal, está a ser "devidamente preparado".

Kumba Iála, que liderou os destinos do país de 2000 a 2003, saindo do poder após o golpe de Estado de 14 de Setembro desse ano, conta com o apoio do Partido da Renovação Social (PRS, maior da oposição), mas tem protagonizado acesas polémicas no país.

No início deste mês, pouco depois de o STJ ter aprovado a sua candidatura às presidenciais, Kumba Ialá regozijou-se com o facto para, uma semana depois, a 15 deste mês, incendiar a política guineense, ao autoproclamar-se Presidente da República, exigindo regressar ao poder para cumprir os 18 meses de mandato em falta.

De imediato, gerou uma onda de contestação, que culminou quarta-feira com uma tentativa de tomar a Presidência da República, negada já pelo próprio.

Mas tanto "Nino" Vieira como Kumba Ialá, por razões distintas, poderão desistir ou ser obrigados a desistir, tudo dependendo da força que o primeiro vir demonstrada no país a seu favor e do processo judicial que o Ministério Público abriu hoje para averiguar a alegada tentativa de Kumba para retomar o poder.

Se a questão dos dois ex-presidentes tem centrado os debates públicos e políticos na Guiné-Bissau, o mesmo não se poderá dizer dos restantes candidatos.

Tanto Malam Bacai Sanhá como Francisco Fadul, líder do Partido Unido Social-Democrata (PUSD, que o apoia às presidenciais), regressaram apenas ontem ao país, mantendo silêncio sobre todos os acontecimentos políticos.

Sobre as acções de campanha também pouco ou nada se sabe, pois os serviços de apoio aos candidatos não têm distribuído à imprensa qualquer informação.

Dos 16 candidatos, apenas um é do sexo feminino.

Trata-se de Antonieta Rosa Gomes, líder do Fórum Cívico Social-Democrata (FCG/SD), que já concorreu nas duas primeiras eleições presidenciais multipartidárias da história da Guiné-Bissau (Julho de 1994 e Novembro de 1999/Janeiro de 2000), ficando em ambas no último lugar.

Cinco são independentes - "Nino" Vieira, os embaixadores Mário Lopes da Rosa e Adelino Mano Queta, o antigo vice-presidente do PRS Iaia Djaló e o ex-vice-líder do Partido Popular Guineense (PPG) Empossa Ié. Os restantes 11 são apoiados por forças partidárias.

Além de Malam Bacai Sanhá, Kumba Ialá, Antonieta Rosa Gomes e Francisco Fadul, apresentam-se João Tátis Sá pelo PPG, Aregado Mantenque Té pelo Partido do Trabalho (PT), Idrissa Djaló pelo Partido da Unidade Nacional (PUN), Ibraima Sow pelo Partido para o Progresso (PP), Faustino Imbali pelo Partido Manifesto do Povo (PMP), Abubacar Baldé pela União Nacional para o Desenvolvimento e Progresso (UNDP) e Salvador Tchongó pela Resistência da Guiné-Bissau (RGB).

Quanto aos conteúdos programáticos dos candidatos, em pouco ou nada diferem, uma vez que todos promovem o desenvolvimento do país, com algumas medidas avulsas que, na maioria dos casos, é da responsabilidade do governo e não do presidente executá-las.

A Guiné-Bissau vive num regime semi- presidencialista e, no Parlamento, está por aprovar, desde a presidência de Kumba Ialá, uma nova Constituição que atribui ao chefe de Estado apenas alguns poderes de fiscalização e de garante da democracia, reduzindo-o a uma figura meramente protocolar.

A nova Carta Magna, que o PAIGC, vencedor das eleições legislativas de Março de 2004, prometeu aprovar no Parlamento, ainda nem sequer foi discutida na nova Assembleia Nacional Popular (ANP).

As presidenciais são decisivas para a Guiné-Bissau uma vez que o país, a braços com uma grave crise económica, só receberá ajuda consistente e duradoura da comunidade internacional após terminar o ciclo da transição, com a eleição um novo presidente.


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