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using defalts layout A cerimónia decorrerá de manhã nas instalações do Centro, que, ao fim da tarde, se associa à efeméride com a projecção de dois filmes infantis - "As Aventuras da Toupeirinha" e "À Procura de Nemo" -, integrados no ciclo de cinema que promove gratuitamente todas as quartas-feiras.

Na Guiné-Bissau, a efeméride será assinalada ao longo da próxima quinzena sob o lema "Crianças Vulneráveis são da nossa Responsabilidade Colectiva" e o acto central será presidido pelo primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior.

A principal iniciativa contará também com a presença da ministra da Solidariedade Social, da Família e Luta Contra a pobreza, Eugénia Saldanha, do representante do UNICEF em Bissau, Sérgio Guimarães, e da presidente do Instituto da Mulher e Criança (IMC), Iracema do Rosário.

Ao longo dos 15 dias, várias localidades do país serão palco de inúmeras actividades recreativas, culturais e desportivas, bem como de seminários e palestras sobre a problemática da criança na Guiné- Bissau.

Uma melhor alimentação, acesso aos cuidados de saúde e direito ao ensino constituem as principais preocupações do executivo guineense e de mais de uma dezena de organizações não-governamentais que operam no terreno um pouco por todo o país.

Mas uma das principais lutas que as autoridades locais têm travado é a relacionada com o registo civil das crianças, pois as conservatórias guineenses têm ainda por registar mais de 60 por cento das que têm idades entre os 0 e os 5 anos.

Ao não serem registadas, segundo a Plan International, uma organização não-governamental há muito instalada na Guiné-Bissau, as crianças, à luz da lei, "pura e simplesmente não existem", pelo que não beneficiam dos cuidados básicos de saúde e ensino do Estado.

Na ordem do dia está também o balanço a efectuar do primeiro ano de vigência da "Agenda Política para a Infância e Adolescência na Guiné-Bissau", documento elaborado em conjunto pelo UNICEF e pelo IMC e que foi rubricado pela quase totalidade dos 28 partidos políticos legalizados no país antes das eleições legislativas de Março de 2004.

A "Agenda Política" é, no essencial, um documento orientador das grandes linhas que devem ser seguidas em favor das crianças da Guiné- Bissau, tendo como horizonte os próximos dez anos.