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using defalts layout Fradique de Menezes fez estas declarações hoje momentos antes de partir para a Nigéria para uma visita de algumas horas durante a qual discutirá a exploração conjunta de petróleo entre os dois Estados.

Para o Presidente são-tomense, as reivindicações que conduziram à greve, iniciada na manhã de segunda-feira, são justas, mas "o governo - disse - não tem dinheiro para aumentar salários".

Aludindo à "situação precária em que se encontram os trabalhadores", Fradique de Menezes insistiu na necessidade de "persistir para que se possa encontrar uma solução para esta crise".

"Os trabalhadores - sublinhou - estão no seu direito de se manifestar, ninguém pode impedi-los" disso.

Numa referência ao governo, falou da necessidade de criação de projectos sociais, no sentido de aumentar os postos de trabalho, e de outros processos destinados a melhorar a condição de vida do trabalhador estatal.

Convocada por uma união de sindicatos independentes, a greve geral na função pública, por cinco dias, ocorre depois do falhanço das negociações com o governo do primeiro-ministro, Damião Vaz de Almeida, para a fixação de um salário mínimo de 100 dólares mensais, o equivalente a um aumento de 340 por cento. O governo estava disposto a aceitar um aumento de cinco por cento.

Actualmente, o salário base na função pública são-tomense é de 300 mil dobras (moeda são-tomense), equivalente 30 dólares.