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  Cabo Verde
Dia Mundial das Crianças
que nascem sem comida
e morrem de barriga vazia

- 1-Jun-2005 - 0:13


Alguém se lembra que o direito de uma criança à sobrevivência é o primeiro critério de igualdade?

Se não é a Sida são os conflitos armados. Se não são as minas, é a fome. A verdade é, contudo, bem clara. África lidera, entre muitas outras coisas, a mortalidade infantil no mundo. Esse mesmo Mundo, essa mesma CPLP, que vai cantando e rindo e que instituiu o Dia Mundial da Criança. Um dia em que, mais uma vez, umas crianças são mais crianças do que outras. Um dia em que umas terão pelo menos três refeições e outras continuarão de barriga vazia.


Por Manuel Gilberto

"Metas do Milénio" foi uma pomposa iniciativa da ONU que visava desenvolver os chamados países do Terceiro Mundo. Para isso apontou a necessidade de financiamentos anuais de 40 mil milhões de euros para ajudar os países necessitados a cumprir os objectivos propostos até ao ano de 2015.

Objectivos que, entre outros, passavam pela universalização da escolaridade primária e a redução em 50% do número de pessoas que sobrevivem com fome e na mais completa pobreza.

As oito Metas do Milénio fixadas pelas Nações Unidas compreendem também a igualdade de género na educação primária e secundária, a redução em dois terços da mortalidade infantil de crianças com menos de cinco anos de idade e em 75% a mortalidade maternal, o controlo e a redução da epidemia de Sida, a adopção de medidas de sustentabilidade ambiental e a criação de uma associação global para o desenvolvimento.

Ninguém sabe ao certo qual é a realidade. Sabe-se que, aproximadamente, 115 milhões de crianças em idade escolar não frequentavam o ensino nos países em desenvolvimento. Destes, 79 milhões nunca conheceram uma sala de aula, 64 milhões eram meninas e 42 milhões viviam na África sub-saariana.

Hoje, como ontem e certamente como amanhã, mais de 10,5 milhões de crianças morrem antes dos cinco anos - a maioria devido a doenças passíveis de prevenção.
E, desta forma, os países da África sub-saariana levarão 100 anos para reduzir em dois terços as taxas de mortalidade infantil.

Por outras plavras. Em cada minuto uma mãe morre a dar à luz nos países em desenvolvimento, onde mil milhões de pessoas vivem sem acesso a água potável, 2,2 mil milhões sem instalações sanitárias e onde outros quatro mil milhões despejam a água usada directamente em rios ou em lagos.

A meta de suster o avanço do vírus da Sida parece estar também comprometido, já que existem mais de 40 milhões de adultos e 3 milhões de crianças com a doença e a tendência aponta que outros 45 milhões de pessoas serão infectadas até 2010.

O que se passa na Lusofonia

Cabo Verde é o único dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa a atingir ou ultrapassar os objectivos definidos pela Declaração, ou Metas, do Milénio.

Por outro lado, Angola e São Tomé e Príncipe estagnaram e entre 1990 e 2002 não houve qualquer alteração à taxa de mortalidade infantil de menores de cinco anos.

Em Angola, em 2002 morriam 260 em cada mil crianças com menos de cinco anos, enquanto em São Tomé Príncipe o número era de 118. Valores idênticos aos de 1990. Moçambique e Guiné-Bissau conseguiram alguns avanços, mas não atingiram os objectivos propostos.

Segundo os números da UNICEF, tanto Moçambique como a Guiné-Bissau reduziram em 1,5 por cento a taxa de mortalidade infantil em menores de cinco anos entre 1990 e 2002.

Em 2002, morreram em Moçambique 197 crianças por cada mil com menos de cinco anos (235 em 1990), enquanto na Guiné-Bissau esse número foi de 211 (253 em 1990).

Apesar da redução, a Guiné-Bissau, juntamente com Angola, fazem ainda parte da tabela dos países com a taxa de mortalidade mais elevada, liderada pela Serra Leoa.

Numa época em que a tecnologia e a medicina têm conseguido autênticas maravilhas, é inconcebível que a sobrevivência das crianças, sobretudo das que são pobres e marginalizadas, seja tão frágil e em tantos lugares.

Alguém se lembra que o direito de uma criança à sobrevivência é o primeiro critério de igualdade, de possibilidade de futuro e de liberdade?


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