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using defalts layout O anúncio do desacordo foi feito esta tarde pelo porta-voz da união de sindicatos da função pública, Miguel de Assunção, à saída do primeiro encontro com o governo de Damião de Almeida, após a paralisação iniciada segunda-feira para reivindicar um aumento salarial de 340 por cento.

"A união de sindicatos mantém a sua proposta inicial já que o governo não apresentou uma nova para se negociar", disse o porta-voz.

Convocada por uma união de sindicatos independentes, a greve geral na função pública, por cinco dias, foi decretada na sequência do malogro das negociações com o governo, que não está disposto a dar mais de 05 por cento de aumento salarial.

À semelhança da televisão nacional, os jornalistas e técnicos da rádio governamental entraram também em greve, passando apenas notícias sobre a paralisação.

Durante as negociações iniciadas esta manhã com os sindicatos, o governo esteve representado pelo primeiro-ministro, Damião Vaz de Almeida, acompanhado do ministro do Trabalho, Emprego e Solidariedade, Fernando Maquengo, e a secretária de Estado de Administração Pública, Célia Posser.

Entretanto, a coligação parlamentar Uê-Kedadji exigiu hoje a demissão do governo, que considera incapaz de encontrar uma solução para a greve geral.

A exigência foi feita pelo presidente da Uê-Kedadji, Arlindo Graça, numa conferência de imprensa.

Além de ter apoiado "incondicionalmente" a reivindicação dos trabalhadores, Arlindo Graça sublinhou que "o governo deve encontrar uma solução, porque quem não tem saída para a crise deve demitir-se".

A declaração da Uê-Kedadji, o primeiro partido político a pronunciar-se sobre a greve geral de cinco dias, foi feita horas depois de o governo de Damião Vaz de Almeida ter reconhecido incapacidade financeira para satisfazer as exigências dos trabalhadores.