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  Cabo Verde
Carlos Veiga processa deputados e governantes
- 31-Jan-2003 - 16:54

O antigo primeiro- ministro de Cabo Verde Carlos Veiga acusou hoje elementos ligados "à esfera do poder" de terem forjado provas para o envolverem e a colaboradores seus numa suposta fraude eleitoral.

Em conferência de imprensa, o candidato derrotado nas eleições presidenciais de Fevereiro de 2001, disse hoje que já entregou uma queixa crime contra o deputado Amadeu Oliveira, do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), por calúnia e difamação.

"Vou apresentar idêntica queixa contra um ou mais membros do governo", afirmou, adiantando que está a reunir o suporte magnético das declarações proferidas para analisar o seu conteúdo e avançar com o processo.

O ex-candidato e antigo primeiro-ministro disse que "Amadeu Oliveira mentiu" quando relatou esta semana no Parlamento a actuação de um alegado "gabinete de fraude" com pessoas ligadas a si e ao Movimento para a Democracia (MpD) durante as eleições legislativas e presidenciais de 2001.

"Imputou-me, e a outras pessoas, factos e comportamentos desonrosos que nunca se verificaram. Processo-o pela sua irresponsabilidade, por se ter disponibilizado, consciente e premeditadamente, para ser o "masterÈs voiceÈ de um grupo organizado para forjar provas falsas contra adversários políticos ou pessoas de quem queiram vingar-se por razões políticas ou meramente pessoais", declarou.

Amadeu Oliveira, antigo Procurador da República na ilha do Sal e actual deputado do PAICV, disse no Parlamento que nesse "gabinete de fraude" estariam igualmente envolvidos a mandatária nacional de Carlos Veiga, a advogada Teresa Amado, o actual presidente do MpD, Agostinho Lopes, e o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Ÿscar Gomes, entre outros.

Segundo Amadeu Oliveira, nesse "gabinete de fraude" seria peça central uma jovem que teria sido preparada para trabalhar com ferramentas informáticas que permitissem a elaboração de listas com pessoas já falecidas e duplas inscrições.

As declarações dessa jovem terão servido de base às afirmações de Amadeu Oliveira, que disse possuir gravações e depoimentos escritos de tal suposta trama fraudulenta.

Hoje, Carlos Veiga admitiu ter tido na sua candidatura como colaboradora uma jovem que corresponde à citada e que teria sido infiltrada na sede do MpD e na da sua candidatura às eleições presidenciais "para espiar, obter informações reservadas" e as fornecer a adversários.

Essa jovem, sublinhou, teria sido "utilizada e manipulada" por um grupo que "inclui pessoas que exercem profissão liberal, de gestor público, de assessor de ministro e de deputado, as quais terão usado o nome de titulares de órgãos de soberania ao mais alto nível" para atingir os seus objectivos.

"Depois, fizeram essa jovem produzir declarações falsas e caluniosas, construindo uma estória grotesca e ridícula, que gravaram em vídeo e processaram em texto, dando-a a assinar sob o título "meu depoimentoÈ", sublinhou.

Segundo Carlos Veiga, "idêntico método de forjar provas e a mesma jovem foram usados pelo mesmo grupo na tentativa, falhada, de denegrir a imagem dos magistrados de Santa Catarina, que culminou com a condenação judicial do jornal "A SemanaÈ por calúnia".

Na opinião do antigo governante, tais factos ocorridos em Cabo Verde "não podem ficar impunes", pelo que admite recorrer a instâncias internacionais se os tribunais nacionais não derem andamento aos processos.

Veiga sustentou que nas últimas eleições presidenciais houve fraude, como o confirma a recente condenação a prisão efectiva de quatro membros de uma mesa de voto da ilha de São Nicolau, um deles delegado da candidatura do presidente eleito, Pedro Pires, por terem introduzido 17 votos de eleitores ausentes ou emigrados.

Apesar de reconhecer que a fraude nas últimas presidenciais foi superior aos 12 votos que o fizeram perder para Pedro Pires na segunda volta das eleições de 2001, disse que agora o que importa é que os erros não se repitam no futuro.

"A legitimidade do presidente da República não está em causa. Houve fraude, mas agora viremos a página", sustentou, frisando que é importante que "haja confiança nas instituições".

No entanto, deixou uma advertência: "se continuarmos neste caminho não creio que a comunidade vá aceitar que os resultados eleitorais continuem a ser desvirtuados".

Anteriormente já a advogada Teresa Amado, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Ÿscar Gomes, e o presidente do Movimento para a Democracia (MpD), Agostinho Lopes, deram a conhecer o propósito de apresentar queixas crime contra o deputado Amadeu Oliveira.

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