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Presidenciais decidem também rumo da governação
- 17-Jun-2005 - 15:35


Mais do que a escolha do sexto chefe de Estado da Guiné-Bissau, as presidenciais do próximo domingo decidem o rumo da governação, pois entre os candidatos favoritos apenas um partilha dos pontos de vista do actual primeiro-ministro.


Por José Sousa Dias
da Agência Lusa

Em 32 anos de independência, o futuro do país está mais do que nunca nas mãos dos pouco mais de 538 mil eleitores inscritos para a votação, último acto de uma transição iniciada há 21 meses e que esteve longe de ser pacífica.

Após três semanas de campanha, que decorreu sem incidentes e num ambiente menos entusiástico do que anteriores votações, ficou claro que apenas Malam Bacai Sanhá, apoiado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, no poder), liderado pelo primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, poderá dar continuidade ao executivo saído das legislativas de Março de 2004.

Durante a campanha, os ex-presidentes João Bernardo "Nino" Vieira e Kumba Ialá, que a par de Bacai Sanhá são dos principais candidatos à vitória, deram sinais claros de que, se vencerem o embate eleitoral, a coabitação com Gomes Júnior dificilmente permitirá mantê- lo no cargo.

Públicas e repetidamente expostas, as graves divergências entre "Nino" Vieira e Gomes Júnior já vêm de longe, quando o segundo retirou o apoio ao primeiro, durante a guerra civil de 1998/99, ao votar favoravelmente uma moção de desconfiança política.

A partir daí, começou a guerra surda entre "Nino" Vieira e aquele que foi, em tempos, considerado um dos seus "protegidos" e parceiro em negócios - embora Gomes Júnior dissesse mais tarde que todas as empresas estavam em seu próprio nome -, acabou por dele se afastar definitivamente, algo que o ex-presidente assumiu que perdoa, mas não esquece.

Por seu lado, Kumba Ialá, mais explícito do que "Nino" Vieira, defendeu que a coabitação com o actual executivo é algo que não está nos seus planos, tendo indicado que, caso seja reeleito (venceu as presidenciais de Janeiro de 2000), uma das suas primeiras medidas passa pela demissão do governo e a formação de um outro, da sua iniciativa.

Tendo este cenário como pano de fundo, Gomes Júnior aposta tudo em Bacai Sanhá e não se tem feito rogado em ele próprio combater mais "Nino" Vieira do que Kumba Ialá, numa alegada tentativa de garantir a estabilidade, argumentando que o país necessita dela para sair da grave crise económica em que se encontra.

Para o primeiro-ministro e líder do partido governamental, uma derrota de Bacai Sanhá seria o fim do seu executivo, pois, embora não o tenha afirmado explicitamente, deixou no ar a ideia de que, também para ele, será difícil coabitar quer com "Nino" Vieira quer com Kumba Ialá.

E o cenário subjacente a uma derrota tem sido explorado vezes sem conta pelo PAIGC, que lembra que o executivo de Gomes Júnior tem sido um bom aluno nas contas do Estado, facto reconhecido pelas instituições financeiras internacionais como o Banco Mundial (BM) e Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em causa acaba por estar a saída da crise, mas com uma porta aberta para outra, caso a estabilidade seja arredada do que defende o líder do PAIGC, pois a luz ao fundo do túnel já está presente, como o prova a complexa, atrasada e tão desejada mesa redonda, prevista para Outubro próximo, de cujos resultados o país depende avidamente.

São muitos milhões que estão em jogo e Gomes Júnior já salientou que pretende que essa mesma luz não seja a de um comboio que vem em sentido contrário, pois tudo dependerá não só da forma como a votação decorrer, mas também do pós-eleições, da estabilidade política e militar.

O argumento da estabilidade, aliás, foi um dos temas fortes dos 13 candidatos, com particular destaque também para o ex-primeiro- ministro Francisco Fadul, teoricamente outro favorito, embora, no terreno, tenha ficado longe de o provar.

A comunidade internacional repetiu exaustivamente que só intervirá se prevalecer a estabilidade política, condicionando qualquer investimento ou ajuda orçamental - financia cerca de 75 por cento do Orçamento Geral do Estado (OGE) - a um clima de paz e tranquilidade social.

Entre a população guineense, maioritariamente jovem, o desejo é de se acabar de vez com as contendas político-militares dos últimos anos, que venha a paz e um clima de entendimento social que lhes permita viver sem os sustos que têm passado.

Das mensagens e preocupações dos candidatos retiveram apenas os "chavões" comuns a todos, como a garantia de estabilidade social e política, unidade e reconciliação nacionais, reforma nas Forças Armadas e a revitalização dos sistemas de saúde e de ensino.

Sobre os candidatos já conhecem o carisma e o peso étnico que cada um tem. Mas, tradicionalmente, reconhecem também que as 48 horas que antecedem a votação serão as decisivas.

Mais do que qualquer programa político ou campanha, valem os resultados da "luta" da distribuição de dinheiro, conhecida localmente como a "compra da consciência de voto", que ganha contornos totalmente visíveis sobretudo no "Dia de Reflexão", sábado.


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