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Investimento directo estrangeiro com forte quebra em 2004
- 23-Jun-2005 - 14:52
O investimento directo estrangeiro (IDE) líquido em Portugal baixou para 1.100 milhões de dólares em 2004, um sexto dos 6.600 milhões de dólares de IDE do ano anterior, indicou hoje a OCDE.
O investimento directo de Portugal no estrangeiro caiu 15,1 por cento, para 6.200 milhões de dólares, acrescenta a organização.
O relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE) adverte que os dados são influenciados pela desvalorização do dólar e por transacções internacionais dentro de estruturas de uma mesma multinacional para aproveitar a fraqueza do dólar.
Destaca que os dados para alguns pequenos países europeus têm de ser vistos com particular cuidado devido às citadas transacções internas de multinacionais, citando os casos da Holanda e Dinamarca.
A OCDE sublinha que os investidores são crescentemente atraídos para grandes países que apresentam, não só fortes crescimentos e custos competitivos, como mercados em grande expansão, em detrimento do IDE em países mais desenvolvidos.
O investimento directo dos 30 países da OCDE no estrangeiro aumentou 12,7 por cento, para 667,8 mil milhões de dólares, mas o investimento estrangeiro em países da zona baixou 11,4 por cento, para 406,6 mil milhões de dólares.
Os Estados Unidos investiram no estrangeiro em 2004 um valor recorde de 252 mil milhões de dólares, em alta de 79,2 por cento e mais de um terço do total do investimento directo da OCDE no estrangeiro, e receberam investimentos directos do estrangeiro de 106,8 mil milhões de dólares, um acréscimo de 59,2 por cento.
O segundo maior receptor de IDE na zona da OCDE no ano passado foi o Reino Unido, que beneficiou de uma entrada líquida de investimento directo de 78,5 mil milhões de dólares, 3,8 vezes mais do que em 2003.
Em quatro países da OCDE o desinvestimento excedeu o investimento directo estrangeiro, dado origem a um IDE líquido negativo: Alemanha (menos 38,4 mil milhões de dólares), Dinamarca (menos 11,4 mil milhões de dólares), Holanda (menos 4.600 milhões de dólares) e Suécia (menos 1.900 milhões de dólares).
O IDE em Espanha também recuou em 2004, para 9.900 milhões de dólares, uma queda de 61,3 por cento, devido a altos níveis de desinvestimento naquele país, segundo a OCDE.
Os novos membros da União Europeia integrados na OCDE registaram aumentos de IDE, com a República Checa a mais do que duplicar o investimento recebido, para 4.500 milhões de dólares, a Hungria (4.200 milhões de dólares) e Eslováquia (1.100 milhões de dólares) a quase duplicarem e a Polónia com um crescimento de 51,2 por cento, para 6.200 milhões de dólares.
A OCDE assinala que os números do IDE em 2004 marcam um retorno à normalidade, na medida em que os Estados Unidos recuperaram o papel de maior receptor de investimento que têm há duas décadas, após um nível historicamente baixo em 2003.
Relativamente às fusões e aquisições na zona da OCDE, a OCDE destaca que o sector financeiro teve um lugar de destaque, substituindo o sector das telecomunicações, que assumiu esse papel no final da década de noventa.
Relativamente a países não membros da organização, a OCDE destaca o IDE líquido de 54,9 mil milhões de dólares na China Continental e de 34,0 mil milhões de dólares em Hong Kong, estabelecendo novos recordes.
Aponta, ainda, o IDE líquido de 18,2 mil milhões de dólares no Brasil, de 16,1 mil milhões de dólares em Singapura, de 11,7 mil milhões de dólares na Rússia, de 7,6 mil milhões de dólares no Chile e de 5,3 mil milhões de dólares na Índia.
A África é a única região em desenvolvimento em que o investimento europeu é claramente mais importante do que o dos Estados Unidos e Japão, surgindo à cabeça o Reino Unido, com 18 mil milhões de dólares de investimento directo naquele continente, a maioria do qual na África do Sul.
Segue-se a França, com 17 mil milhões de dólares, com destaque para o investimento nos países africanos de língua francesa.

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