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Entrevista
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Vigário-geral da Diocese de Cabinda denuncia operação militar
- 4-Jul-2005 - 14:57
O vigário-geral da Diocese de Cabinda, Raul Tati, considera que as autoridades angolanas pretendem resolver o conflito no enclave através da força, afirmando estar em curso uma "grande operação militar" naquele território do norte de Angola.
"Neste momento está em curso uma grande operação militar, denominada "Operação Tartaruga", que visa dar o golpe final nos últimos redutos da resistência", afirmou o padre católico, numa entrevista publicada pelo Semanário Angolense.
Raul Tati salientou que existe um "recrudescimento das acções armadas" em Cabinda, considerando que as autoridades angolanas pretendem resolver o conflito no enclave através de "uma solução do tipo Lucusse", numa alusão à localidade onde foi morto o líder da UNITA Jonas Savimbi, precipitando o fim o conflito armado em Angola.
Segundo o responsável católico local, as autoridades angolanas estão a realizar "uma operação (militar) a partir da RDCongo para asfixiar as forças da FLEC (Frente de Libertação do Enclave de Cabinda)".
"O objectivo da operação é levar a FLEC à rendição ou a morte dos seus efectivos através da fome", afirmou Raul Tati, frisando que "esta solução não vai ser implementada, está a ser implementada".
Relativamente à situação do enclave, o vigário-geral da diocese defende que Cabinda "tem todo o direito a ter o seu estatuto de autodeterminação".
"Quando Angola ainda não era independente, já Cabinda tinha movimentos políticos que reivindicavam a independência da parte de Portugal", afirmou o padre católico, recordando que o problema "vem de longe".
Para Raul Tati, "seja qual for o estatuto jurídico ou administrativo que se queira dar a Cabinda, é preciso dialogar com os cabindas, conversar com os cabindas".
A Agência Lusa tentou contactar o porta-voz do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, em Luanda, para obter um comentário sobre a existência de uma operação militar em curso em Cabinda, mas as várias tentativas realizadas resultaram infrutíferas.
As mais recentes declarações de altos responsáveis militares angolanos sobre o enclave, têm caracterizado a situação como sendo calma, rejeitando a existência de qualquer operação que vise aniquilar a resistência dos independentistas da FLEC.

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