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Altos quadros da Volkswagen envolvidos em caso de suborno
- 5-Jul-2005 - 14:43
Dois quadros da Volkswagen criaram empresas fictícias em vários países, incluindo Angola, para negócios ilícitos, aproveitando-se da sua posição na empresa, noticia hoje o diário Sueddeutsche Zeitung.
No caso estarão envolvidos o presidente do Conselho de Empresa da Volkswagen, Klaus Volkert, e Helmuth Schuster, chefe de pessoal da Skoda, firma checa que pertence ao Grupo Volkswagen.
Os dois funcionários estão sob a mira da justiça alemã, encontrando-se Volkert, que não chegou a demitir-se, nem foi demitido, incontactável em parte incerta, enquanto Schuster foi suspenso das suas funções pela direcção da Volkswagen.
Como "holding" do grupo que criaram funcionava a Impesa SA, com sede em Neuchâtel (Suíça), e o Ministério Público de Braunschweig já está a investigar as verbas transferidas para as contas das referidas empresas fictícias.
As investigações, solicitadas pela própria Volkswagen, já revelaram que Schuster terá criado as empresas fantasma em 2001, em colaboração com Volkert e outros, para angariar encomendas da Volkswagen ou das suas filiais.
Assim, terá sido criada em Maio de 2001, em Praga, uma firma chamada F-BEL, de que Schuster e Volkert eram sócios, e que conseguiu fazer negócios com a Skoda.
Segundo o Sueddeutsche Zeitung, a rede de empresas fictícias tinha ramificações na república Checa, Índia, Angola, Luxemburgo e Suíça.
Só na Índia, os sócios das empresas fantasma terão arrecadado três milhões de Euros, com a promessa feita a um governo regional de que montariam no local uma fábrica da Volkswagen.
Segundo uma fonte citada pelo Sueddeutsche Zeitung, em Angola estavam também grandes negócios em perspectiva, mas que não chegaram a concretizar-se, porque entretanto os indícios de actividades ilícitas já eram do conhecimento da direcção da Volkswagen, que activou meios judiciais.
Logo que abriram as investigações, o presidente do Conselho de Administração, Bernd Pieschetsrieder, deu ordens para travar a construção de uma unidade de produção de veículos na Índia e de uma unidade de montagem de veículos em Angola, lê-se no matutino alemão.
No mesmo artigo, levantam-se também suspeitas de que a direcção da Volkswagen terá pago viagens ao Brasil e outros países e serviços de prostitutas de luxo a membros do Conselho de Empresa, para os levar a aceitar decisões do patronato.
«Há mais de uma década que o Conselho de Empresa é subornado pela direcção», garantiu a fonte ao Sueddeutsche Zeitung, um jornal de referência no panorama da imprensa alemã.
«O caso pode fazer explodir o movimento operário alemão», disse ainda a fonte, que é apresentada como um «conhecedor profundo» do que se passa na Volkswagen.
Depois dos encontros com prostitutas, membros do Conselho de Empresa terão apresentado contas de 30 mil Euros, por exemplo, que foram sancionadas pela direcção da Volkswagen, incluindo pelo seu chefe de pessoal, Peter Hartz, sustenta a fonte.
Willy Doerr, da filial da IG Metall em Wolsburgo, disse ao Sueddeutsche Zeitung que Klaus Volkert não se encontra na sua residência nesta cidade, e não foi possível contactá-lo, apesar de terem sido feitas inúmeras tentativas.
Simultaneamente, Doerr garantiu que a direcção do maior sindicato metalúrgico do mundo «não quer participar em especulações, mas quer ver o caso esclarecido o mais depressa possível».

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