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  Cabo Verde
Candidatas a miss prestam homenagem à comunidade em Portugal
- 8-Jul-2005 - 19:09


As 16 jovens que participam sábado na primeira edição do concurso Miss Cabo Verde em Portugal pretendem homenagear todos os cabo-verdianos que lutam por uma vida melhor num país que consideram cada vez mais racista.


"Participar neste concurso é uma homenagem que faço aos meus pais e a todos os cabo-verdianos", disse à Agência Lusa Carla Spínola, 22 anos, uma das candidatas ao concurso Miss Cabo Verde em Portugal, que se realiza sábado no espaço Fórum Lisboa.

Carla Spínola, estudante de comunicação empresarial, nasceu em Portugal e apenas visitou uma vez o país de origem dos seus pais, mas mantém vivas as raízes cabo-verdianas através da gastronomia e da música.

A viver em Queluz, Carla tem nacionalidade portuguesa e considera que as autoridades deveriam facilitar a aquisição da cidadania a todos os jovens filhos de imigrantes de Cabo-Verde que nasceram em Portugal.

Para a jovem candidata a miss, Portugal está a tornar-se "num país racista" e as pessoas relacionam cada vez mais "o crime com os cidadãos de Cabo Verde".

"Quando entro numa loja, os seguranças olham como se fosse roubar", afirmou ao adiantar que também na rua as pessoas, principalmente as mais idosas, tratam os cidadãos de raça negra de forma diferente.

Também Maria do Céu Brito, 24 anos, considera que em Portugal "há sempre um olhar diferente" em relação aos cabo-verdianos e sublinhou que nos últimos tempos o racismo aumentou.

"Cada vez mais olham de lado para nós e ligam a criminalidade à cor da pele", referiu à Agência Lusa Maria do Céu Brito, que mora no Algarve há sete anos.

Sobre o concurso, a jovem que trabalha na restauração disse que "é uma experiência gratificante" e que sente "um enorme orgulho em representar Cabo-Verde".

Com saudades do "calor do povo", Maria do Céu tenta manter-se ligada à Ilha do Sal através da gastronomia e pretende regressar ao seu país quando terminar o curso superior no ramo das ciências documentais.

A candidata a miss veio para Portugal com um visto de estudo, mas quando terminou o curso de três anos de formação profissional teve dificuldades em legalizar-se devido à burocracia.

A viver há três anos em Lisboa, outra candidata, Inaida Orrico, 22 anos, optou por estudar gestão empresarial em Portugal devido à qualidade das universidades, mas quando terminar a licenciatura pretende regressar à Ilha de Santiago.

"A integração em Portugal foi fácil porque vim morar com uma irmã", disse, sublinhando, no entanto, que sente saudades da "vida calma, das festas, da alegria e das praias" de Cabo Verde.

Por outro lado, confessou à Agência Lusa sentir que o racismo em Portugal está a aumentar, nomeadamente entre as pessoas mais idosas.

Além do gosto pelas "passerelles", Inaida Orrico participa na iniciativa pelo prazer de fazer parte do primeiro concurso miss de Cabo Verde em Portugal.

A primeira edição da Miss Cabo Verde em Portugal, organizada pela instituição Elo Associativo para o Desenvolvimento Social e pela agência Divas Models, tem por objectivo divulgar a cultura e a beleza da mulher cabo-verdiana.

Cristina Gomes, coordenadora da iniciativa, disse à Lusa que concorreram 120 jovens entre os 17 e os 25 anos, tendo sido seleccionadas 16.

As candidatas moram sobretudo na região de Lisboa e metade nasceu em Cabo Verde.


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