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Independência valeu a pena, não há nada que pague liberdade
- 11-Jul-2005 - 14:49


Trinta anos depois de os são- tomenses se terem libertado do colonialismo português, Alda Espírito Santo afirma sem hesitação que a independência valeu a pena, "porque não há nada que pague a liberdade de um povo".


Em entrevista à Agência Lusa, em São Tomé, a autora do Hino Nacional são-tomense, entoado pela primeira vez no Dia da Independência, a 12 de Julho de 1975, explica que as suas palavras não são um qualquer "cliché", mas traduzem sentimentos amadurecidos ao longo dos seus quase 80 anos de vida e de causas.

Alda Espírito Santo, antifascista, professora, poetisa e política, fala pausadamente, como alguém que procura as palavras para exprimir algo que está dentro de si, que lutou muito pela liberdade, conseguiu alcançá-la e agora lhe reconhece todo o valor.

Viveu quase 50 anos de regime colonial e de ditadura em Portugal, período que sempre recordará com mágoa e dor, pois conviveu com o sofrimento do seu povo e ela própria foi perseguida pela PIDE (a polícia política de Salazar) quando foi estudar para a "metrópole".

Nascida numa das colónias portuguesas de África em que a economia mais se baseou, desde o início da colonização (século XVI), no trabalho de escravos, Alda Espírito cedo despertou para a luta pela dignidade das pessoas e pela justiça.

Durante o tempo de estudante em Lisboa, foi uma das dinamizadoras do Centro para Estudos Africanos, que funcionava na casa da família Espírito Santo, e onde contactou com outros jovens anti- colonialistas nomeadamente com Amílcar Cabral, que viria a ser líder do Partido Africano para a Libertação da Guiné e Cabo Verde.

Quanto aos 30 anos da independência de São Tomé e Príncipe, afirma que o país conheceu "mudanças consideráveis pela positiva", mas não tem dúvidas que "o sonho da independência está ainda aquém das expectativas".

"A independência foi um sonho conquistado, mas que fica ainda aquém das expectativas" por existirem muitas coisas por fazer, refere, Alda Espírito Santo, que foi ministra da Educação e Cultura (1975-80), presidente da Assembleia Nacional (1980-91) e actualmente presidente da União Nacional de Escritores e Artistas de São Tomé e Príncipe.

Alda Espírito Santo lamenta a situação de pobreza existente no país, a falta de saneamento do meio, as muitas deficiências na saúde e na educação, mas também reconhece "coisas positivas" concretizadas ao longo dos 30 anos de independência, sobretudo, no que respeita à formação de quadros, com apoio de países amigos.

Para esta política, que utilizou a poesia para exprimir o protesto e a luta, intimamente associados às aspirações do seu povo e à liberdade, o incumprimento das promessas da independência deveu-se em parte a "uma certa inexperiência na gestão do país".

Numa retrospectiva política, Alda Espírito Santo reconhece o trabalho do seu partido - o Movimento de Libertação de São Tomé - Partido Social Democrata (MLSTP-PSD, no poder) - na luta em prol da independência, bem como no processo de implantação do sistema multipartidário no país.

"Foi o MLSTP que abriu o caminho para democracia no país", no início da década de 90, refere, o que permitiu a realização das primeiras eleições multipartidárias (legislativas) em Janeiro de 1991, logo seguidas das presidenciais, em Abril do mesmo ano.

"Este novo sistema está ainda em construção", prossegue, insistindo que os políticos são-tomenses têm agora de colocar de lado os conflitos e unir-se para a materialização de acções concretas, visando melhorar as condições de vida da população e, consequentemente, o desenvolvimento do país.

"Têm de se deixar de palavras e discussões, porque há muitas coisas para resolver, como o problema da reabilitação de estradas, formação profissional, apoios aos jovens e às mulheres", acrescenta.

Sobre a exploração do petróleo como alternativa para melhorar a economia de São Tomé e Príncipe, Alda Espírito Santo manifesta-se preocupada e exorta os são-tomenses a seguirem uma política de "distribuição equitativa da riqueza nacional".

"Alerto todos para a necessidade de um equilíbrio justo (à), para que o petróleo seja colocado ao serviço de toda a nação são- tomense", sublinha, acrescentando que acredita no crescimento económico do arquipélago.

Com 79 anos completados em Abril, Alda Espírito Santo, que mantém a presidência da União Nacional de Escritores e Artistas de São Tomé e Príncipe, só lamenta não ter podido fazer "mais coisas" pelo povo são-tomense, nos 15 anos em que exerceu funções de Estado.


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