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  Cabo Verde
Candidatos à procura do voto em todas as tabancas
- 15-Jul-2005 - 19:02


A primeira semana da campanha para a segunda volta das eleições presidenciais guineenses de 24 deste mês tem sido marcada pela grande preocupação dos dois candidatos em percorrer literalmente todo o país, em detrimento da realização de grandes comícios.


Por José Sousa Dias
da Agência Lusa

Malam Bacai Sanhá, vencedor da primeira volta, realizada a 19 de Junho último, e João Bernardo "Nino" Vieira, segundo mais votado, poucas ou nenhumas novidades têm trazido à campanha, preferindo insistir em discursos discretos e de apelo à unidade nacional, tentando, paralelamente, seduzir o eleitorado como se a sua eleição fosse destinada a chefiar o governo e não a Presidência da República.

Os tradicionais grandes comícios deram lugar agora ao porta-a- porta, no caso guineense "tabanca a tabanca" (localidades), com os dois candidatos a desdobrarem-se em deslocações a zonas remotas, aonde nunca um dirigente ou líder político foi no passado.

Mais bem organizadas do que na primeira volta, as campanhas de Bacai Sanhá e de "Nino" Vieira continuam a pecar, contudo, pelas sucessivas alterações ao programa inicialmente previsto, acontecendo situações em que os jornalistas se deslocam para uma iniciativa de um candidato e, chegado ao local, encontra o outro.

Numa eleição em que a aritmética da primeira volta ainda é uma incógnita, pois "Nino" Vieira, Kumba Ialá e Francisco Fadul totalizam juntos 56,6 por cento dos votos, Bacai Sanhá tem centrado a sua acção em território balanta, onde se concentram os 25 por cento do eleitorado de antigo líder do Partido da Renovação Social (PRS).

Aí, o discurso do candidato apoiado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, no poder) passa pelos apelos sistemáticos ao voto dos e nos guineenses, insistindo em que está em causa o país e não os grupos étnicos, nomeadamente o Balanta, fiel precisamente a Kumba Ialá.

Ultrapassadas as surpresas dos apoios de Kumba Ialá e de Francisco Fadul a "Nino" Vieira, a luta pelo voto está a atingir proporções nunca vistas na Guiné-Bissau, com o PAIGC, aritmeticamente em desvantagem, a dar tudo por tudo em praticamente todo o país.

Em declarações à Agência Lusa, um dos principais dirigentes do PAIGC, Soares Sambu, também chefe da diplomacia, indicou que os seus dirigentes estão todos no terreno e admitiu que a preocupação do partido que apoia Bacai Sanhá é "chegar ao maior número de localidades possível".

Por seu lado, "Nino" Vieira tem estado a efectuar praticamente o mesmo percurso, sabendo que a disputa da Presidência da República, apesar de a aritmética da segunda volta lhe ser favorável, vai ser muito renhida.

Na discussão entrou também o presidente do PAIGC, Carlos Gomes Júnior, igualmente primeiro-ministro, que, numa deslocação a Cabo Verde, na semana passada, deixou claro que nunca aceitará ser chefe de um governo com "Nino" Vieira na Presidência.

Os militares, barómetro da actividade política no passado, têm estado a cumprir o papel republicano a que se comprometeram, facto que levou já os dois candidatos a indicarem que, em caso de vitória, manterão no cargo o actual chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) guineense, general Tagmé Na Waie.

À semelhança da primeira volta, a última semana da campanha vai levar os dois candidatos a apostar tudo no leste do país que, a par de Bissau, é a principal "praça forte" dos eleitores, tendo em conta que a estatística tem sempre indicado que quem vence em Gabu, Bafatá e Bissau vence a votação.

Nesse sentido, fontes das duas candidaturas já indicaram à Lusa a possibilidade de o tom dos discursos subir significativamente nos sete dias que faltam para o fim da campanha, sem, contudo, dar conta do que estão a preparar.

Questionadas sobre a quantidade de dinheiro que circula em todo o país, as fontes afirmam que as respectivas directorias de campanha estão descapitalizadas e que são os seus adversários que estão a distribuir montantes de tal forma elevados que, assumem ambas, "dava já para pagar a totalidade da dívida externa" guineense, estimada em 800 milhões de euros.


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