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Escândalos põem o Brasil à beira do princípio do fim
- 16-Jul-2005 - 12:29
Segundo a revista britânica "The Economist", é "o pior escândalo político nos últimos 15 anos e tomou proporções cinematográficas”
"O Brasil não merece tudo isto que está a acontecer, merece coisa muito melhor", afirmou Lula da Silva em Paris quando os jornalistas lhe preguntaram se concordava que o seu Governo estava à beira do fim. De acordo com a Imprensa internacional, que agora presta especial atenção ao gigante sul-americano, são tantas as cabeças do Partido dos Trabalhadores (PT) que todos os dias rolam que, a qualquer momento, o presidente não vai ter a quem atribuir funções. Aliás, nos meios políticos brasileiros fala-se já de uma nova moda o "denuncismo", tal é vulgarização das denúncias de corrupção.
Lula entregou ao seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Celso Amorim, a missão de "pedir" ajuda internacional para que, pelo menos nas relações externas, o país não perca credibilidade numa altura em que (ainda) é um interlocutor importante a nível da Organização Mundial do Comércio e em que joga uma importante cartada a nível do Conselho de Segurança da ONU, para onde pretende entrar.
Segundo a revista britânica "The Economist", "o pior escândalo político do Brasil nos últimos 15 anos tomou proporções cinematográficas", explicando que ao contrário do que o Mundo calculava, o Governo de Lula "tem sido menos eficiente do que se esperava na guerra contra a corrupção".
A publicação não estranha a "compra de votos", referindo que isso não é sequer novidade em Brasília, recordando o que, no passado, se dizia do governador Adhemar de Barros "rouba mas faz".
No entanto, considera que desta vez a dimensão do escândalo é bem maior, admitindo que possa significar um "KO" para o presidente Lula a quem, aliás, atribui as principais responsabilidades por ter engordado a administração pública e assim ter facilitado os casos de corrupção.
"Lula criou meia dúzia de novos ministérios, 120 mil empregos públicos, muitos deles para petistas. Isso resultou no crescimento da carga tributária para 37% do PIB, 25% mais do que há uma década e o dobro da média da América Latina," diz a "The Economist".
Embora o Brasil tenha elaborado, do ponto de vista legislativo, a mais eficiente máquina de investigação e punição da corrupção desde os tempos de Color de Mello, o certo é que - segundo a revista - continuou a manter a administração nas mãos de burocratas que bloqueiam qualquer medida.
Corrupção revela que o sistema chegou à exaustão
Segundo o jornalista brasileiro António Machado, "a porcalhada política que está a purgar de todos os poros do país é o sintoma de um sistema do Estado que chegou à exaustão e daqui para frente não tem volta ou descamba para a corrupção aberta, com pontes abertas para a criminalidade organizada, ou passa por uma reforma de alto a baixo, que não deixe intacto nem o incensado jeitinho brasileiro, criminalizando-se negócios, hábitos e comportamentos sabidamente amorais, porém aceites socialmente".
Ou seja, "equivale à prevaricação do mensalão o suborno de fiscais, jogar no bicho, comprar contrabando, o nepotismo, a farra dos políticos e a aquiescência social a bicheiros, corruptos de alto coturno e até suspeitos de tráfico, desde que extravagantes e perdulários".
António Machado considera que "sem a sanção da opinião pública, errado e certo se confundem e faltam limites, tão mais esgarçados quanto mais patrimonialista e menos republicana, conforme essa imagem ao gosto dos petistas, for a cultura vigente", pelo que "a nação, está com todos os poderes fora dos trilhos."
Fonte: Jornal de Notícias/Orlando Castro

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