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Campanha marcada por incidentes, insultos e conspiração
- 22-Jul-2005 - 22:48

Longe da calma e tranquilidade registada na primeira volta das eleições presidenciais na Guiné-Bissau, a campanha que hoje termina ficou marcada pela violência, incluindo insultos, confrontos e até por uma alegada conspiração, que provocou dois mortos. Desde o passado dia 8, os dois candidatos mais votados no primeiro escrutínio percorreram o país de lés-a-lés e, dado a renhida disputa que se avizinha, os ânimos exaltaram-se.


Por José Sousa Dias
da Agência Lusa

Os insultos foram dos mais variados nos meios de comunicação social locais, desembocando, nalguns casos, em actos de violência entre apoiantes de Malam Bacai Sanhá e de João Bernardo "Nino" Vieira.

Numa campanha de grande nervosismo, poucos ou nenhuns projectos foram apresentados, assistindo-se à tentativa de branqueamento de passados e apuramento de responsabilidades sobre o conflito militar de 1998/99, guerra que provocou um atraso significativo na democratização do país, depauperando também as áreas económico-financeira e social.

Quem melhor resumiu o que se passou na campanha acabou por ser o chefe da missão de observação eleitoral da União Europeia (UE), o eurodeputado belga Johan Van Hecke, que, sem rodeios, pôs o dedo na ferida quando falou publicamente para os cerca de 90 elementos da delegação dos "25".

"Os dois candidatos parecem tentar solucionar uma disputa sobre o controlo do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, no poder) e sobre a guerra civil de 1998/99", sintetizou Van Hecke, lembrando que tanto Bacai Sanhá como "Nino" Vieira "não pouparam insultos mútuos".

Após o conflito militar de 1998/99, "Nino" Vieira, então líder do PAIGC e presidente da Guiné-Bissau, foi expulso do país e do partido, sucedendo-lhe, na chefia do Estado, Bacai Sanhá, então presidente do Parlamento.

Outro factor de instabilidade foi a "pessoalização" da campanha levada a cabo pelo actual líder do PAIGC e também primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, que atacou fortemente "Nino" Vieira, ao ponto de se pensar em Bissau que a corrida eleitoral era disputada entre ambos.

Considerado no passado um dos "delfins" de "Nino" Vieira, o actual líder do PAIGC vincou as suas fortes divergências com o general na reserva, fruto de desavenças que ambos não comentam e que vêm desde que o antigo presidente foi obrigado a exilar-se em Portugal, em 1999.

Mas mais grave foi a tentativa de assalto às instalações do Ministério do Interior guineense ocorrida precisamente a meio da campanha, cujos contornos estão ainda longe de ser esclarecidos, pois as explicações avançadas pelo respectivo ministro, Mumine Embaló, foram inconclusivas.

No incidente morreram dois elementos dos Serviços de Informações do Estado (SIE, serviços secretos) e um terceiro ficou ferido sem gravidade, tendo as autoridades locais detido quatro dos assaltantes, todos militares.

Menos graves foram os confrontos registados aqui e ali entre apoiantes das duas candidaturas, tendo os mais graves ocorrido a meio desta semana em Bissau, em que ficaram feridos quatro jovens simpatizantes de "Nino" Vieira.

Os apelos nacionais e internacionais para a calma e tranquilidade foram uma constante e neles se incluem os da ONU, UE, União Africana (UA) e Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Também o presidente cessante guineense, Henrique Rosa, apelou para a maturidade da população e sobretudo dos políticos, lembrando que a Democracia é um "bem precioso" e que "muita falta faz" à Guiné-Bissau.

No terreno, toda a logística está montada e o presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Malam Mané, cujo trabalho tem sido elogiado pela comunidade internacional, indicou que "não há razão nenhuma" para que se registem problemas na votação de domingo.

À semelhança do que se passou na primeira volta, todo o material eleitoral já está entregue nas nove Comissões Regionais de Eleições (CRE), que começarão a distribui-lo pelas 2.210 assembleias de voto no dia anterior à votação.

No terreno estão também já as várias equipas de observação eleitoral. São cerca de duas centenas de observadores, sendo a missão da UE a mais numerosa, havendo também elementos da UA, CEDEAO, Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e de várias organizações não governamentais nacionais e estrangeiras.

A votação de domingo permitirá aos 538.471 eleitores inscritos escolher o sexto presidente da Guiné-Bissau, que, independentemente de quem vencer, será necessariamente um repetente.

Em 32 anos de independência, a Guiné-Bissau foi presidida por apenas cinco presidentes, dois deles interinos: Luís Cabral (1973/80), "Nino" Vieira (1980/98), Bacai Sanhá (1998/2000), Kumba Ialá (2000/03) e Henrique Rosa (desde Setembro de 2003).

Desde que a Guiné-Bissau realizou eleições presidenciais, nunca qualquer dos presidentes eleitos - "Nino" Vieira, em 1994, e Kumba Ialá, em 2000 -, chegaram ao fim do mandato, pois foram derrubados na sequência de golpes de Estado.

Bacai Sanhá e Henrique Rosa foram os presidentes interinos, cuja actuação, em períodos pós-conflito, foram consideradas exemplares por todos os actores políticos e pela comunidade internacional.


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