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  Cabo Verde
Primeiro-ministro parte para Lisboa em visita semi-privada
- 5-Aug-2005 - 22:53


O primeiro-ministro guineense partiu hoje, inesperadamente, para uma visita privada de dez dias a Portugal, sublinhando que vai "tratar de alguns assuntos" relacionados com o processo eleitoral da Guiné-Bissau, que não especificou.


Em declarações momentos antes de embarcar, Carlos Gomes Júnior também não adiantou com quem irá encontrar-se em Lisboa, admitindo, contudo, que manterá "reuniões de cariz oficial".

Declarando-se "calmo e tranquilo" e "nada preocupado" com eventuais acusações de estar a fugir de Bissau numa altura decisiva do processo eleitoral guineense, o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) admitiu a possibilidade de visitar Angola.

"Vou estar ausente por um período de 10 dias, em que farei também vários exames médicos. Quanto a Luanda, tudo é possível, pois estarei a fazer uma visita privada", respondeu, sem pormenores.

Questionado sobre a polémica em torno das reclamações apresentadas pela candidatura presidencial de Malam Bacai Sanhá, apoiada pelo PAIGC, Carlos Gomes Júnior voltou a insistir que não está preocupado, reiterando que a Justiça vai dar razão aos protestos.

"O vencedor das eleições é Malam Bacai e estamos muito seguros disso. Há indícios de fraude e só esperamos que se faça justiça e que a CNE (Comissão Nacional de Eleições) cumpra a lei", afirmou.

Segundo os resultados provisórios da segunda volta das presidenciais de 24 de Julho último, anunciados quatro dias depois pela CNE, "Nino" Vieira obteve 52,35 por cento dos votos, enquanto Bacai Sanhá recolheu 47,65 por cento.

Instado porque razão a candidatura de Bacai Sanhá exige a recontagem dos votos em todo o país, depois de a confrontação das actas-síntese nada de anormal ter revelado, o líder do PAIGC respondeu que o "tempo dará razão" às reclamações.

"Houve irregularidades que foram detectadas e que, em devido tempo, foram comunicadas à CNE e às autoridades competentes. Porquê tanta resistência a que se abram novamente as urnas para recontar os votos?", questionou Carlos Gomes Júnior.

"A divulgação dos resultados definitivos das eleições depende da CNE. Estamos à espera que as reclamações que apresentámos, já em análise, sejam clarificadas para que se saiba a verdade e para que o nosso povo saiba o que efectivamente se passou. Mas, para isso, tem de se abrir obrigatoriamente as urnas e fazer-se a recontagem", frisou.

O primeiro-ministro guineense nada adiantou em relação às alegadas fraudes, insistindo, porém, que "há indicadores" que apontam para a existência de uma "fraude maciça" e que a justiça já está a averiguar os casos.

No entanto, Carlos Gomes Júnior escusou-se a adiantar a que "indicadores" se referia, limitando-se a indicar que se tratam de "situações anómalas" e que, nesse pressuposto, a Lei Eleitoral "é clara".

Sem comentar o recurso que a directoria de campanha de "Nino" Vieira prometeu apresentar hoje no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), o líder do PAIGC limitou-se a responder que qualquer pessoa tem legitimidade para tomar as providências que achar mais convenientes.

"Mas nós, no PAIGC, e o nosso candidato estamos serenos e aguardamos pela decisão da Justiça", insistiu, pedindo à CNE que "cumpra as suas obrigações e assuma as suas responsabilidades".

Sobre as declarações feitas em Cabo Verde pouco antes do início da campanha eleitoral, em que afirmou que se demitiria se Nino Vieira vencesse as presidenciais, Carlos Gomes Júnior admitiu que "houve um retrocesso", embora "contra" a sua vontade.

"O retrocesso não é a minha vontade, pois corresponde apenas a um apelo lançado pelos membros do governo para podermos continuar a ter a confiança da comunidade internacional", respondeu.

"Sou o presidente do PAIGC, eleito legitimamente no Congresso (de 2002), sou o chefe de governo legitimamente eleito, porque o meu partido ganhou as legislativas (de Março de 2004). Portanto, vou continuar o exercício do mandato que o povo me deu e vou continuar a servir os seus interesses", sustentou.

Em relação às divergências já assumidas publicamente com "Nino" Vieira, de quem foi considerado "delfim" durante a presidência do general, Carlos Gomes Júnior afirmou que elas vêm desde o conflito militar de 1998/99, altura em que, então como vice-presidente do Parlamento, se posicionou contra a postura do presidente.

Essas divergências são notórias. Vocês, jornalistas, sabem qual foi o meu posicionamento durante a fase da guerra (civil de 1998/99). Assumi as minhas responsabilidades enquanto vice-presidente do Parlamento e, como tal, se há divergências, foi no exercício das minhas funções. Assumi-as e assumi-las-ei sempre", respondeu, não pondo de parte uma eventual reconciliação.

"Vamos andar para a frente. O tempo o dirá", concluiu.


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