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  Cabo Verde
Bacai Sanhá pede paciência à comunidade internacional
- 7-Aug-2005 - 22:45


Malam Bacai Sanhá, candidato à presidência da Guiné-Bissau, pediu hoje à comunidade internacional que "tenha paciência" e siga "com toda a atenção" a evolução do processo eleitoral guineense, actualmente num impasse.


Discursando em mais um comício, o terceiro, frente à sede do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, no poder), que o apoia, Bacai Sanhá insistiu que só aceitará "qualquer resultado" da segunda volta das eleições presidenciais depois de as urnas serem reabertas de forma a se poder recontar os votos.

"Queremos antes de mais que vença a justiça. E só se pode fazer justiça depois de esclarecidas todas as dúvidas", afirmou o candidato do PAIGC, declarado derrotado a 28 de Julho último, quando a Comissão Nacional de Eleições (CNE) divulgou os resultados provisórios da votação.

Em causa está a exigência da directoria de campanha de Bacai Sanhá quanto à recontagem dos votos em todo o país, uma vez que alega a existência de "milhares de votos falsos" detectados com o voto no seu adversário, o candidato independente João Bernardo "Nino" Vieira.

Nesse contexto, o líder do PAIGC, Carlos Gomes Júnior, igualmente primeiro-ministro, está desde sexta-feira em Lisboa para solicitar uma peritagem a vários exemplares que alegadamente serão falsos, uma vez que foi Portugal quem os fabricou, disse Desejado Lima da Costa, porta-voz de Bacai Sanhá.

Por seu lado, a directoria de campanha de "Nino" Vieira recusa a reabertura das urnas, alegando que se está a "perder tempo", uma vez que, sustenta, já foram reconferidas as actas-síntese das mais de 2.200 assembleias de voto de todo o país, processo que em nada veio alterar os resultados finais da votação.

Segundo os resultados provisórios, "Nino" Vieira obteve 52,35 por cento dos votos, mais 19.408 que Bacai Sanha, que recolheu os restantes 47,65 por cento.

O impasse surgiu sexta-feira, após a análise às reclamações apresentadas pela campanha de Bacai Sanhá ter sido inconclusiva na reunião plenária da CNE, que decorria há três dias, o que tem provocado preocupação na comunidade internacional por não se conseguir vislumbrar o fim do processo eleitoral.

Quando os respectivos 22 membros se preparavam para votar a proposta de reabertura das urnas, para posterior recontagem, os representantes da directoria de campanha de "Nino" Vieira abandonaram a sala e, em declarações aos jornalistas, alegaram que tudo não passava de uma "aberração" e indicaram que vão apresentar um recurso no Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

Hoje, no comício, em que estiveram presentes dirigentes dos 17 partidos que apoiam a sua candidatura, Bacai Sanhá voltou a insistir na recontagem dos votos, sublinhando que, se não forem detectadas quaisquer irregularidades, será o primeiro a "felicitar" o seu adversário.

"Se o general ("Nino" Vieira) ganhar, serei o primeiro a ir felicitá-lo. Mas, para haver justiça, teremos de descobrir a verdade. Não há democracia sem justiça e nós só queremos saber a verdade", realçou, sublinhando que, se o caso chegar ao STJ, "até será melhor, pois permitirá que se tire tudo a limpo".

Na sua intervenção, Bacai Sanhá manifestou-se também "preocupado" com algum êxodo da população de Bissau que, face à constante tensão política e militar, tem vindo a abandonar a capital guineense para o interior.

"Não fujam. Não tenham medo. Não há nenhum problema. Se depender de nós, as armas nunca mais matarão guineenses. Tenham paciência, fiquem tranquilos e vão trabalhar normalmente", apelou Bacai Sanhá.

Recorde-se que, apesar da situação, Portugal já felicitou "Nino" Vieira como o novo presidente da República.


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