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Deputado reafirma que o grupo PT não efectuou pagamentos a partidos
- 8-Aug-2005 - 22:48
O deputado Roberto Jefferson, principal autor das denúncias de corrupção que abalam o Brasil, reafirmou hoje que o grupo Portugal Telecom não efectuou pagamentos a partidos políticos brasileiros.
O deputado salientou que os representantes do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) que estiveram em Lisboa, em Janeiro deste ano, para negociar o pagamento de uma quantia com o grupo português, "voltaram de mãos vazias".
Os recursos seriam supostamente utilizados para pagamentos de dívidas contraídas pelos dois partidos políticos durante as últimas campanhas eleitorais no Brasil.
Em contrapartida, os dois partidos favoreciam os interesses comerciais do grupo português no Brasil, nomeadamente com a aquisição de uma empresa de telefonia móvel, a Telemig Celular.
"A proposta (de pagamento aos partidos políticos) não foi aceite (pelo grupo português), mas eles foram a Portugal por orientação de José Dirceu (antigo ministro da Casa Civil)", afirmou o deputado, durante um debate que decorreu em São Paulo.
No debate, organizado por uma entidade que representa os empresários do sector do comércio do Estado de São Paulo, não foi permitido aos jornalistas fazer perguntas ao deputado.
Roberto Jefferson voltou a afirmar que o publicitário Marcos Valério, representante do PT, e Emerson Palmieri, representante do PTB, estiveram reunidos com a direcção da Portugal Telecom.
O grupo português já negou "de forma veemente" a participação em qualquer encontro sobre operações que envolvessem o financiamento a partidos políticos brasileiros.
A viagem para obterem supostos financiamentos da Portugal Telecom teria sido orientada pelo antigo ministro da Casa Civil José Dirceu.
Roberto Jefferson realçou que Marcos Valério teria tentado também sem sucesso aproximar-se do Banco Espírito Santo (BES) para obter recursos que seriam utilizados para o pagamento de dívidas de campanha.
"Marcos Valério chegou a levar o presidente internacional do grupo (Ricardo Salgado) ao então ministro José Dirceu", disse Jefferson, referindo-se a uma audiência realizada este ano.
O objectivo de Marcos Valério seria a transferência de uma conta de uma empresa estatal, o Instituto de Resseguros do Brasil, de quase 500 milhões de euros, para o Banco Espírito Santo, que é accionista da Portugal Telecom.
"Foram operadores da sombra, ficaram ousados com incursões até no estrangeiro", afirmou Jefferson, ao ironizar a viagem de Marcos Valério a Portugal.
"Caiu a máscara do PT, um partido que se dizia ético. Tenho 23 anos de vida pública e jamais assisti a um esquema tão gigantesco como esse patrocinado pelo PT e por Marcos Valério", afirmou o deputado.
De acordo com as investigações de uma comissão inquérito criada no Congresso, o "saco azul" do PT era movimentado através das empresas do publicitário Marcos Valério, por meio de levantamentos bancários de grandes quantias em dinheiro.
Os recursos foram usados para o pagamento de dívidas de campanha e alegadamente também para a "compra" de votos de deputados no Congresso, o chamado "mensalão".
A CPI também investiga o que a imprensa brasileira está a denominar como "conexão Lisboa" do escândalo do mensalão.
José Dirceu já classificou as denúncias de Jefferson como "falta de responsabilidade" e negou que tenha organizado "negócios escusos com a Portugal Telecom".
O escândalo de corrupção política no Brasil começou a 14 de Maio com a revelação de uma gravação de vídeo onde um então director dos Correios recebia três mil reais (mil euros) para favorecer uma empresa privada.
O director afirmava que agia a mando do deputado Roberto Jefferson, então presidente do PTB e um dos principais aliados de Lula da Silva no Congresso.
Pressionado, Roberto Jefferson revelou um esquema criado pelo PT para "compra" de apoio de parlamentares no Congresso, através do pagamento de uma quantia mensal de 30 mil reais (10,3 mil euros).
O Parlamento criou então uma comissão especial para investigar o suposto esquema e descobriu serem verdadeiras as denúncias de Roberto Jefferson, nomeadamente sobre a existência de um "saco azul" do PT.
O "saco azul" era movimentado através das empresas do publicitário Marcos Valério, sempre por meio de levantamentos bancários de grandes quantias em dinheiro.
Os recursos foram utilizados para pagamento de dívidas de campanha e supostamente também para a "compra" de apoio de deputados no Congresso, o chamado "mensalão".
Documentos oficiais já comprovam que vários parlamentares receberam recursos das empresas de Marcos Valério, a pedido da antiga direcção do PT.
O escândalo já levou à demissão de diversos dirigentes de empresas estatais, de toda a antiga direcção do PT e a renúncia de um deputado.
O escândalo obrigou igualmente o presidente Lula da Silva a promover uma ampla reformulação governamental, com a troca de dez ministros.

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