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Timor Lorosae
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Conselho de Segurança da ONU analisa situação no país
- 28-Aug-2005 - 14:21
O Conselho de Segurança das Nações Unidas reúne-se segunda-feira em Nova Iorque para debater um relatório apresentado na passada semana pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, sobre a situação em Timor-Leste.
Fontes diplomáticas disseram que, a esta discussão, se seguirão consultas à porta fechada.
Não é esperada qualquer resolução, mas é provável que seja emitida uma declaração do Presidente do Conselho de Segurança expressando a opinião dos seus membros sobre o documento.
Ao abrigo da resolução que criou a actual missão da ONU em Timor-Leste (UNOTIL), Annan é obrigado a apresentar um relatório trimestral sobre a situação no território.
No relatório apresentado na semana passada Annan avisou que, apesar de "progressos significativos", Timor-Leste vai continuar no futuro a depender de ajuda externa para manter a sua viabilidade económica.
Annan disse no entanto que poderá ser possível reduzir o número de conselheiros da UNOTIL antes de terminar o mandato da missão, em Maio do próximo ano.
O Secretário-Geral da ONU disse ainda haver informações de uso excessivo da força e violações de direitos humanos por parte da polícia de Timor-Leste, pelo que a UNOTIL terá que dar prioridade ao treino da polícia no respeito pelos direitos humanos.
As relações entre Timor-Leste e a Indonésia têm continuado a melhorar, disse Annan, que sublinhou no entanto que "apesar de um progresso significativo para se alcançar os objectivos estabelecidos no plano de desenvolvimento nacional, Timor-Leste continua a ter o nível mais baixo de desenvolvimento humano do leste da Ásia e Pacífico e permanece entre os 20 países mais pobres do mundo".
"Para além disso, o crescimento económico deverá ser modesto em 2005 devido à estagnação de oportunidades de emprego, a contínua diminuição da presença internacional e o declínio da ajuda bilateral e multilateral," diz o documento.
"Como os potenciais rendimentos da exploração de petróleo e gás permanecem na incerteza, o pais vai continuar a depender de ajuda externa para financiar o seu desenvolvimento económico, social e humano e reduzir a pobreza," acrescenta.
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