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Conselho de Segurança da ONU saúda trabalho da missão em Timor-Leste
- 30-Aug-2005 - 19:00
O Conselho de Segurança das Nações Unidas saudou hoje o papel da missão da ONU em Timor-Leste (UNOTIL) em "consolidar os ganhos alcançados durante anteriores missões" da organização no país.
Por José Pestana
da Agência Lusa
Numa curta declaração lida após uma breve reunião para discutir a situação em Timor-Leste, o presidente do Conselho de Segurança, o embaixador do Japão Kenzo Oshima, salientou em especial o papel da missão da ONU no fortalecimento da "governação democrática, das capacidades das suas instituições estatais de administração publica e dos seus parâmetros jurídicos e do primado da lei, incluindo a policia nacional e a unidade de patrulha de fronteiras".
Como era de esperar, o Conselho de Segurança não adoptou qualquer medida, limitando-se a ouvir uma declaração do enviado especial da ONU a Timor-Leste, Sukehro Hasegawa.
Ao contrário do que é habitual, não houve sequer discursos dos países membros do Conselho de Segurança dando a sua opinião sobre a situação no país, tendo a reunião passado à fase de consultas à porta fechada logo após Hasegawa ter lido o seu depoimento.
O enviado especial repetiu quase que inteiramente o relatório de Kofi Annan apresentado na semana passada ao Conselho de Segurança, afirmando que a situação no país permaneceu "calma e estável" desde Maio.
Hasegawa disse não se terem registado incidentes "de maior" na fronteira entre a Indonésia e Timor-Leste, afirmando que as relações entre os dois países continuam "a crescer".
Os dois países tinham decidido alcançar um acordo final sobre o problema da questão fronteiriça, disse.
Contudo, o enviado da ONU acrescentou que "as actividades de grupos de interesse políticos levaram a polícia a confiscar armas e a deter alguns membros [desses grupos] no distrito de Baucau para serem interrogados".
O enviado da ONU a Timor-Leste disse que "está próximo da finalização" um acordo entre Timor-Leste e a Austrália sobre os recursos de petróleo e gás do Mar de Timor.
Disse ainda que o relatório final da Comissão da Verdade e Reconciliação deverá ser publicado no final de Outubro.
Esse documento deverá incluir "recomendações sobre, entre outras coisas, acções a tomar quanto à justiça, reconciliação e ajuda às vítimas de violações de direitos humanos ocorridas no passado".
Hasegawa disse ao Conselho de Segurança que "a ausência de uma força de segurança da ONU faz com que a segurança do pessoal da organização que permanece em Timor-Leste seja uma grande preocupação e um desafio para a UNOTIL".
Dentro dos recursos que possui, a UNOTIL desenvolveu "medidas de segurança para garantir que todo o pessoal permanecerá em segurança", disse o enviado da ONU, sem dar outros pormenores.
As forças militares da ONU foram retiradas de Timor-Leste após a criação da UNOTIL, que possui apenas funcionários civis e alguns conselheiros policiais e militares.
A retirada total das forças militares foi feita contra a opinião de Kofi Annan.
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