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Socialistas
(portugueses
e espanhóis)
jamais serão
vencidos!...

- 4-Sep-2005 - 15:01

João van Zeller, o administrador que se demitiu da TVI, acusou os governos socialistas português e espanhol de "cumplicidade política" para permitir a "tranquila assinatura" do acordo para opção de venda de acções da Media Capital à Prisa. Não está mal. No reino do senhor Sócrates afinal, ao que parece, vale tudo. A acusação, clara e inequívoca (“foram as cumplicidades políticas entre os partidos e governos socialistas dos dois países que permitiram a tranquila assinatura do acordo”), deveria, fosse Portugal um Estado de Direito, ter sérias consequências. Mas não vai ter. Os socialistas continuarão cantando e rindo... e os portugueses também.

Por Orlando Castro

Num artigo de opinião publicado no semanário Expresso, João van Zeller escreve que “foram as cumplicidades políticas entre os partidos e governos socialistas dos dois países que permitiram a tranquila assinatura do acordo”. Sócrates e companhia devem estar satisfeitos. Prestaram um bom serviço à Nação... espanhola.

Nem outra coisa era de esperar. Como (bem) diz o povo português (esse mesmo que só conta na altura das eleições), uma mão lava a outra e as duas lavam a cara. Ou seja, os amigos são para as ocasiões e, neste caso, a ocasião é o dinheiro. Amigos, amigos, negócios... conjuntos.

João van Zeller defende, ou explica, que ao governo socialista de José Sócrates "convinha desfazer a polémica contrariedade publicamente expressa pelos espanhóis da Prisa com o resultado do leilão da Lusomundo Media".

Pois. À velha maneira lusitana, corrige-se um erro com outro. Ou seja, segundo a tese socialista socratiana, vamos de erro em erro até ao erro final.

Esta "fácil entrada" na Media Capital, considera João van Zeller, prenuncia uma crescente influência política, económica e cultural espanhola em Portugal. Por outras palavras, Espanha está a ter em Portugal uma região (mais ou menos) autónoma que domina para o que lhe interessa.

Quando deixar de interessar, Madrid ficará impávida e serenamente à espera que Portugal se afunde.

E já faltou mais.

orlando@orlandopressroom.com
03,09.2005


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