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Entrevista
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Classe política preocupada com silêncio Presidente da República
- 10-Sep-2005 - 14:27
O silêncio do Presidente cabo- verdiano sobre uma possível recandidatura nas eleições de 2006 está a marcar a actualidade política do país, com a imprensa a multiplicar-se em conjecturas sobre as intenções de Pedro Pires.
Contactado pela Agência Lusa, o assessor do Presidente declarou hoje que Pedro Pires ainda nada decidiu, mas quando o fizer "di-lo-á com clareza aos cabo-verdianos".
As notícias sobre uma eventual recandidatura, publicadas nos últimos dias na imprensa, "não passam de especulação", disse.
Contudo, outras fontes próximas do Presidente adiantam que até finais de Setembro a decisão deverá ser anunciada e, numa entrevista recente ao jornal A Semana, o próprio Pedro Pires reconheceu que a presidência é estimulante.
A questão da recandidatura do actual Presidente centra as atenções dos meios políticos e partidários, principalmente dada a presença já no terreno da candidatura de Carlos Veiga, ex-primeiro ministro e candidato derrotado nas presidenciais de 2001 por Pedro Pires apenas por 13 votos.
Na área política de Pedro Pires, que foi primeiro-ministro pelo Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) durante os primeiros 15 anos de independência, vários nomes têm sido avançados pela imprensa como possíveis candidatos, sem que tenha havido qualquer desmentido.
O actual Presidente da Assembleia da República, Aristides Lima, o presidente da câmara da Praia, Felisberto Vieira, ou ainda o ministro das Infra-estruturas e Transportes, Manuel Inocêncio Sousa, são alguns dos nomes mais falados para se candidatarem à presidência com o apoio do PAICV (no poder).
Isto, caso Pedro Pires não avance, porque se o fizer terá o apoio "sem reservas" do partido, disseram à Lusa vários dirigentes do PAICV.
Contudo, as fontes reconhecem a urgência de uma decisão, tendo em conta que faltam apenas alguns meses para as presidenciais, em Fevereiro ou Março de 2006, um mês depois das legislativas.
A sociedade cabo-verdiana vive actualmente uma profunda bipolarização política, entre o PAICV, partido no poder e com 40 dos 72 deputados no parlamento, e o Movimento para a Democracia (MpD, na oposição com 30 deputados eleitos).
Esta situação reflecte-se nas legislativas, mas também num cenário de disputa eleitoral para Chefe de Estado, em que as máquinas partidárias são fundamentais e acabam por demonstrar a sólida divisão entre as áreas próximas dos dois partidos.

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