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Entrevista
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Programa de reintegração social abrange mais de 25 mil ex-soldados
- 14-Sep-2005 - 16:28
O governo angolano está a implementar 30 projectos de reintegração social e profissional, que abrangem mais de 25 mil ex-soldados desmobilizados na sequência dos acordos de paz, revelou hoje o ministro da Assistência e Reinserção Social, João Baptista Kussumua.
"Estes projectos estão a assegurar a reintegração de 25 a 30 mil desmobilizados de guerra, mas, se entendermos que cada um deles é chefe de família, devemos multiplicar por cinco ou por sete (número médio de elementos de cada família) e teremos o impacto indirecto destes projectos", salientou o ministro.
Em entrevista à emissora estatal angolana, João Baptista Kussumua especificou que os projectos de reintegração social e profissional dos desmobilizados estão em curso nas províncias do Huambo, Bié, Benguela, Cuanza Sul, Huíla, Malange, Lunda Sul e Moxico.
"Os projectos abrangem as oito províncias onde existe uma maior concentração de desmobilizados de guerra", frisou.
O governo angolano aprovou um Programa Geral de Desmobilização e Reintegração (PGDR), orçado em 7,1 milhões de dólares (cerca de 5,7 milhões de euros), que envolve ex-militares das extintas forças armadas do MPLA (Movimento Popular da Libertação de Angola), da UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola) e da FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola).
Os projectos abrangidos por este programa, que conta com a aprovação do Banco Mundial, visam assegurar apoio ao nível da formação profissional e do fomento de projectos agrícolas, mas também incluem a sensibilização dos antigos militares para questões como as doenças de transmissão sexual, os perigos das minas e o respeito pelos direitos e deveres de cidadania.
Na sequência dos três acordos de paz assinados em Angola desde 1991, as autoridades angolanas registaram mais de 180 mil ex-militares das várias forças que estiveram envolvidas no conflito interno angolano.
O Acordo de Bicesse, assinado em Lisboa em 1991, permitiu desmobilizar cerca de 120 mil soldados, o acordo de paz que foi assinado em 1994 em Lusaca, capital da Zâmbia, incluiu a desmobilização de cerca de 58 mil militares e os acordos de Luena, assinados em Abril de 2002, que encerraram o conflito armado em Angola, resultaram na desmobilização de cerca de 98 mil soldados.
A questão da reintegração dos antigos militares é um dos problemas periodicamente levantados pela UNITA e pela FNLA, que reclamam o cumprimento por parte do governo das obrigações assumidas com a assinatura dos acordos de paz.
A principal crítica prende-se com a alegação de que o programa de reintegração social e profissional abrange um reduzido número de ex- militares da UNITA e da FNLA, privilegiando alegadamente os antigos combatentes das forças do governo, liderado pelo MPLA desde a independência de Angola.

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