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Aniversário de Agostinho Neto assinalado no Dia do Herói Nacional
- 15-Sep-2005 - 15:57


Os angolanos comemoram no sábado o Dia do Herói Nacional, que assinala o aniversário de Agostinho Neto, primeiro presidente do país, mas as comemorações ficam marcadas por criticas ao abandono em que se encontra o mausoléu construído em Luanda.


O programa oficial das comemorações prevê a tradicional deposição de uma coroa de flores junto da estátua de Agostinho Neto, no Largo da Independência, antecedida por uma visita ao mausoléu onde se encontram depositados os restos mortais do primeiro presidente de Angola.

O mausoléu, uma gigantesca construção em betão armado, na zona baixa de Luanda, é uma obra inacabada há vários anos.

O monumento, que alberga os restos mortais do homem que proclamou a independência de Angola a 11 de Novembro de 1975, encontra- se fechado durante quase todo o ano, sendo aberto apenas em ocasiões especiais.

As críticas ao abandono a que foi votado o mausoléu estendem- se também à reduzida actividade do Centro Cultural Agostinho Neto, inaugurado há cinco anos na casa onde ele morou em Luanda, e às condições em que se encontra a aldeia de Kaxicane, onde nasceu há 83 anos.

A localidade, que recentemente ficou isolada devido às cheias, é maioritariamente constituída por construções de madeira e capim, contando com cerca de 500 habitantes.

Segundo uma recente reportagem de um semanário angolano, o acesso é feito por um caminho em terra batida, a escola não tem carteiras para os alunos se sentarem e o posto médico não funciona há cerca de um ano.

António Agostinho Neto nasceu a 17 de Setembro de 1922 na aldeia de Kaxicane, município de Icolo e Bengo, na província do Bengo, a cerca de 60 quilómetros de Luanda.

O primeiro presidente de Angola morreu a 10 de Setembro de 1979, em Moscovo, vítima de doença, uma semana antes de completar 57 anos, tendo o funeral sido realizado na capital angolana no dia do seu aniversário.

Filho de um pastor metodista e de uma professora primária, Neto viveu até aos oito anos na sua aldeia natal, onde, como ele próprio reconheceu, teve "os primeiros contactos com a realidade rural dos trabalhadores contratados", uma situação que viria a influenciar a sua formação política e intelectual.

Agostinho Neto frequentou o Liceu Salvador Correia, em Luanda, partindo depois para Portugal, onde se formou em Medicina, tendo sido também nesta fase da sua vida que iniciou a actividade política, participando em acções do Movimento de Unidade Democrática (MUD).

A sua primeira detenção ocorreu em 1951, quando recolhia assinaturas para a Conferência Mundial da Paz, de Estocolmo, tendo permanecido preso durante cerca de três meses.

Em 1955 voltou a ser detido, durante uma manifestação de estudantes, tendo-se gerado um movimento internacional de solidariedade, no qual estiveram envolvidos intelectuais como Jean- Paul Sartre, Simone de Beauvoir, André Mauriac e Nicolas Guillén, que acabou por conseguir a sua libertação em 1957.

Nesse ano, Agostinho Neto foi considerado "Prisioneiro do Ano pela Amnistia Internacional.

Durante o período em que esteve preso foram traduzidos em várias línguas alguns dos seus poemas, que deram a conhecer ao mundo a realidade do povo angolano, e criado o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), de que foi um dos fundadores.

Em 1958, Neto concluiu a sua formação em Medicina e casou- se com a portuguesa Maria Eugénia, que viria a tornar-se uma referência na literatura infantil angolana.

Agostinho Neto regressou a Angola em 1959, onde participou na criação do Movimento Anti-Colonial (MAC), uma organização que integrava elementos de todas as antigas colónias portuguesas.

Nesta fase da sua vida conciliava o exercício da Medicina com a actividade política, tendo sido novamente detido pela PIDE em Junho de 1960 e transferido para Lisboa, de onde foi depois deportado para Cabo Verde, onde se encontrava quando foi eleito presidente honorário do MPLA pelos militantes do partido no exterior de Angola.

Em Outubro de 1961, foi transferido para a prisão do Aljube, em Lisboa, tendo sido libertado no ano seguinte na sequência de uma campanha internacional, mas colocado sob residência fixa em Portugal.

Numa acção organizada pelo PCP, Agostinho Neto conseguiu fugir de Portugal em Julho de 1962, passando por Marrocos a caminho de Kinshasa, capital da actual República Democrática do Congo, onde iniciou uma intensa actividade junto dos guerrilheiros angolanos, culminando com a sua eleição para presidente do MPLA, em Dezembro de 1962.

Na sequência da Revolução de Abril de 1974 em Portugal, Agostinho Neto participou na elaboração dos Acordos de Alvor, tendo ascendido à presidência de Angola depois da proclamação da independência do país, a 11 de Novembro de 1975.

Político, intelectual e poeta, Agostinho Neto exerceu a presidência durante quase quatro anos, vindo a morrer em Moscovo, a 10 de Setembro de 1979, na sequência de uma intervenção cirúrgica.

O seu funeral realizou-se em Luanda a 17 de Setembro de 1979, dia em que completaria 57 anos.


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