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Boa! Foste expulso do PSD
- 19-Sep-2005 - 16:37
«Fui expulso do PSD. Decidi apoiar um génio em vez de uma mediocre e isso neste país é crime». Foi assim, directo como sempre, que o Fernando Frade (velho Amigo dos tempos e das terras onde o sol castiga mais) me disse o que se passava para as bandas de Oeiras. Como sempre, o Fernando mostrou uma das suas regras de ouro: ser o que é e não o que os outros (Marques Mendes, na cirsunstância) querem que ele seja. Ou, nas suas próprias palavras, mostrou que não faz fretes a ninguém e que (ainda bem) acha que "o segundo é o primeiro dos últimos".
Por Orlando Castro
A história começa e acaba quando "democraticamente" Marques Mendes desceu finalmente ao nível das "quase bases" dando instruções para que se instaurasse um processo disciplinar ao Presidente da Secção de Oeiras do PSD (Alberto Martins da Luz) seguido de um processo que visa a expulsão de 170 militantes.
Parafraseando o Fernando Frade, se Marques Mendes for tão eficiente no combate ao governo como tem sido com a oposição interna no seu partido, quando de facto se começar a preocupar com o país, o Partido Socialista que se cuide.
Ao ver a metodologia seguida pelo líder do PSD, lembro-me daquele "especialista" que por conhecer as cores do arco-íris pensa ser um pintor. E como está rodeado por uma série de pigmeus, convence-se que a obra prima do Mestre e a prima do mestre de obras são a mesma coisa.
«Mas o que me preocupa é que este líder poderá vir a ser primeiro-ministro e aí não sei, se como cidadão, gostarei de ver um primeiro-ministro dar ordens ao poder judicial sobre inquéritos e averiguações a efectuar, bem como processos a instaurar», diz ainda Fernando Frade, acrescentando que não sabe «ainda se gostará de ver este líder a, de forma autista, ignorar a vontade do povo impondo as suas escolhas, ou mais grave do que isso a expulsar do país - punição mais branda que me ocorre neste momento- todos aqueles que lhe fazem frente.»
Tens razão, meu caro. Há quem confunda a crítica com a desobediência, quem valorize o primado da subserviência em detrimento do da competência, quem prefira ser morto pela bajulação do que salvo pela crítica.
Resta-me a consolação de saber que, neste caso, os sociais-democratas não têm o lider que merecem mas, isso sim, um provisório dono de todas
as verdades.
orlando@orlandopressroom.com
19.09.2005

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