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  Cabo Verde
«Carlos Veiga vence presidenciais à 1ª volta»,prevê líder da oposição
- 22-Sep-2005 - 17:39


Se o ex-primeiro-ministro cabo- verdiano Carlos Veiga avançar na corrida às presidenciais vence à primeira volta, afirmou hoje em Lisboa o presidente do principal partido da oposição (MpD) de Cabo Verde, baseando-se em sondagens do partido.


Por Vera Magarreiro
da Agência Lusa

Em entrevista à Agência Lusa, no âmbito de uma visita a Portugal integrada num périplo pelo Europa, Agostinho Lopes ressalvou que Carlos Veiga ainda não apresentou formalmente a sua candidatura, mas acrescentou que, se o fizer, será o candidato apoiado pelo Movimento para a Democracia (MpD).

Apesar da cautela de Agostinho Lopes, Carlos Veiga integra a delegação que o acompanha na sua visita a vários países europeus e o programa da visita a Portugal, elaborado pelo Gabinete de Relações Públicas do MpD, apresenta o ex-primeiro-ministro como candidato às próximas eleições presidenciais.

Agostinho Lopes ressalvou, no entanto, que a vitória de Carlos Veiga à primeira volta está também dependente de uma vitória do seu partido nas eleições legislativas, que se realizam antes das presidenciais, ambas previstas para o primeiro trimestre de 2006.

"A História da democracia cabo-verdiana mostra que sempre que um partido vence as legislativas, o candidato que apoia nas presidenciais também vence", justificou.

Questionado sobre se uma eventual candidatura do actual presidente, Pedro Pires, poderá dificultar a vitória de Carlos Veiga, o presidente do MpD considerou que não, porque "o comandante Pedro Pires tem sido um presidente ausente e a população sentiu isso".

Também com base em sondagens, Agostinho Lopes diz que o seu partido tem nas legislativas "uma vantagem de dez pontos percentuais" em relação ao Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV, no poder), quando em 2000 tinha menos 11 pontos. Agostinho Lopes acrescentou que as sondagens são apenas um sinal de que o seu partido vai voltar ao poder em Cabo Verde, mas apontou outros dois indicadores que justificam o seu optimismo.

Um deles é o facto de o MpD ter vencido as eleições autárquicas de Março do ano passado e o outro é "o número de filiações no partido desde as últimas eleições - cerca de um milhar, 300 dos quais quadros".

Caso seja eleito primeiro-ministro, Agostinho Lopes pretende apostar na Educação, "uma das bases fundamentais para o desenvolvimento e combate à pobreza".

Neste sentido, quer criar o ensino pré-escolar, "que a nível estatal não existe", aumentar de seis para dez anos a escolaridade obrigatória e apostar na criação de cursos profissionais, "porque o actual ensino secundário é feito de generalidades e a pensar apenas naqueles que pretendam seguir o ensino universitário".

No entanto, lamentou, "poucos conseguem ter acesso a esse tipo de ensino e a maioria dos alunos que saem do secundário ficam no desemprego porque não têm formação específica".

"A formação profissional é uma aposta essencial e essa deve começar aos três anos, no pré-escolar", realçando que, em muitas áreas "não há falta de emprego, mas sim de pessoas qualificadas".

A criação da Universidade de Cabo Verde é também "essencial", sublinhou, mas, criticando a falta de iniciativa do actual governo neste projecto, manifestou-se convicto de que "apenas estará em funcionamento em 2010 ou 2011".

"O governo não está a aproveitar as ofertas de países como Portugal, Estados Unidos, França ou Alemanha para a formação de professores, a construção do edifício ainda não começou e ainda nem sequer está definido se será uma estrutura centralizada, ou com faculdades descentralizadas pelas diferentes ilhas", criticou. Atrair o investimento estrangeiro e a criar condições para as empresas locais é outra das apostas de Agostinho Lopes, como forma de "promover o desenvolvimento do país através do combate à pobreza". "A taxa de desemprego subiu de cerca de 11 por cento em 2000 para 30 por cento actualmente. Caso seja eleito, a meta é regressar aos valores de 2000", disse, garantindo haver condições para "criar cerca de 5.000 empregos por ano durante o primeiro mandato".

Outro objectivo é "reduzir o peso do orçamento de Estado na máquina estatal" e canalizar uma percentagem maior para investimentos, o que passa também pela reforma da administração pública.

Instado a comentar a posição de Cabo Verde (105) no Índice de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Agostinho Lopes lamenta que em cinco anos o país tenha retrocedido cinco posições, acrescentando que "alguém vai ter de responder por isto", numa crítica explícita ao actual governo.

"Somos o melhor dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). Muito obrigado. Somos dos melhores do continente africano. Muito obrigado. No entanto, precisamos ir mais além, ninguém ganha uma maratona com a cara voltada para trás", ironizou. Acerca da proposta de obtenção de um estatuto especial para Cabo Verde junto da União Europeia (UE), Agostinho Lopes considera que o governo actuou de forma "demagógica", numa lógica de "muita conversa e pouca acção".

"Agora deixou de se falar no assunto depois da euforia de há uns meses, incluindo vinda de Portugal", afirmou, referindo-se à proposta avançada pelo Professor Adriano Moreira e pelo ex-presidente Mário Soares para que Cabo Verde vá ainda mais longe e avance para um processo de adesão à UE.

Agostinho Lopes defendeu que o estatuto especial "acontecerá de forma quase natural, dado a tradição nas relações (políticas, económicas e culturais) com a Europa", mas acrescentou que "é preciso criar primeiro as condições de desenvolvimento no país para que a UE reconheça o interesse de ter Cabo Verde como associado", sendo que Portugal tem neste processo um "papel fundamental".

O presidente do MpD destacou que o seu país tem muito a ganhar com um estatuto especial junto da UE, nomeadamente em termos de investimento, de trocas comerciais e de segurança.

Da parte europeia, disse, a vantagem principal será a nível de segurança, nomeadamente em relação ao tráfico de droga e até mesmo no combate ao terrorismo, dado que Cabo Verde serve de plataforma de acesso ao espaço europeu pela proximidade geográfica.

Durante a sua visita a Portugal, até domingo, Agostinho Lopes tem previstos encontros com a comunidade cabo-verdiana em Portugal, a maior da Europa e a segunda maior do mundo, a seguir à dos Estados Unidos, para transmitir as ideias que tem para o seu do governo e "ouvir também as propostas da comunidade", que poderão servir de contributo para a elaboração do programa.

No final do ano, o líder do MpD pretende fazer mais um périplo europeu para apresentar o seu programa de governo aos cabo-verdianos no estrangeiro.

Agostinho Lopes frisou que não tem "propostas específicas para a diáspora", mas sim "promessas de trabalhar para o desenvolvimento do país, criando melhores condições de vida para a população", para que se acabe com a "emigração forçada", e "condições para aqueles que pretendam regressar a Cabo Verde".

Durante a sua estada em Portugal, o presidente do MpD tem previstas reuniões com representantes do PSD, do PS e do CDS-PP, além de um encontro, ainda não confirmado, com o primeiro-ministro português, José Sócrates, com quem pretende discutir a situação da comunidade cabo-verdiana em Portugal, as relações entre os dois países e questões internacionais.


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