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  Cabo Verde
Kumba Ialá não está
com meias medidas

- 15-Feb-2003 - 8:45


Quem não está com ele, está contra ele. Prende quem quer, silencia os adversários e apregoa a... democracia


Cinco dirigentes históricos do PAIGC foram detidos pelos serviços de segurança do Estado da Guiné-Bissau, incluindo o ex-primeiro ministro Carlos Correia e o ex-ministro da Economia e Finanças Filinto Barros. A rádio privada "Bombolom", teimou (diz o presidente) na "prática reiterada de actividade delituosa” e foi encerrada. O delegado da RTP não deu as notícias que o “patrão” do barrete queria e... fechou-se a delegação da televisão. Nem mais, nem menos. A democracia guineense mostra toda a sua vitalidade e o resto são cantigas.


Foram também detidos Mário Mendes, actual deputado e chefe de gabinete de Carlos Gomes Júnior, o presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), José Pereira, ex-ministro do Interior, e Francisca Pereira, que foi ministra do Interior de um governo do ex-presidente João Bernardo "Nino" Vieira, nas décadas de 80 e 90, tal como os outros detidos.

Contactado pela Agência Lusa, o presidente do PAIGC, Carlos Gomes Júnior, disse desconhecer a razão das detenções, mas manifestou "uma profunda inquietação pela actual situação na Guiné- Bissau, onde as detenções não perecem ter fim".

No entanto, os nomes dos "históricos" do PAIGC detidos, coincidem com a lista apresentada publicamente pelo porta- voz da presidência da República, major Baciro Dabó, na quinta-feira, em relação com a alegada participação destes numa aparente conjura de que resultou a execução de várias pessoas.

Segundo a citada lista, os agora detidos terão participado numa reunião do Conselho de Estado, em 1986, da qual supostamente saiu a decisão de "Nino" Vieira para a execução de Viriato Pã e Paulo Correia, entre outros, sob a acusação de tentativa de golpe de Estado.

Pã era, na altura, procurador-geral da República e um destacado intelectual guineense, e Correia era ministro do Interior e um destacado militar, que ocupava igualmente a vice-presidência do Conselho de Estado.

Esta denúncia pública feita por Baciro Dabó, uma das figuras mais conhecidas dos serviços secretos da Guiné-Bissau, surgiu no seguimento de uma acusação feita pela oposição de que o presidente guineense, Kumba Ialá, terá sido o autor da denúncia de Pã e Correia, da qual viria a resultar o seu fuzilamento.

Os cinco militantes detidos têm em comum um longo passado partidário, desde o tempo da guerra pela independência até aos altos cargos de governo que ocuparam nas mais de duas décadas de regime de partido único do PAIGC.

Já antes, a rádio privada "Bombolom", em Bissau, foi encerrada por ordem da secretaria de Estado da Informação, que alega ter a emissora uma "prática reiterada de actividade delituosa".

No despacho assinado pelo secretário de Estado, João Manuel Gomes, é ainda dito que a rádio "Bombolom" tem uma "actividade potencialmente geradora de danos irreparáveis, até contra a independência da Nação".

A decisão surgiu num momento de grande tensão social e política que envolve o Presidente da República, Kumba Ialá, e os partidos da oposição guineense.

Agnelo Regala, administrador da estação de rádio, disse à Agência Lusa que "todo este cenário envolve um esforço para introduzir uma ditadura feroz na Guiné-Bissau".

"O que o presidente da República pretende é silenciar todas as vozes que possam denunciar as arbitrariedades", sustentou.

JORGE CASTRO
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