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  Cabo Verde
Oposição une-se contra Kumba Ialá
- 15-Feb-2003 - 15:54

A maioria dos partidos da oposição da Guiné-Bissau, incluindo os três com maior expressão parlamentar, decidiram hoje unir esforços no combate político contra o presidente Kumba Ialá.


Num encontro realizado na sede do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), a oposição elaborou um comunicado onde acusa Kumba Ialá de ter protagonizado um "golpe de Estado institucional".

A reunião contou com a participação da Resistência da Guiné- Bissau(RGB), o maior partido da oposição e, além do PAIGC, o segundo maior, com a União para a Mudança(UM), o terceiro em número de deputados, bem como a maioria das formações políticas que ocupam o espectro parlamentar da oposição e fora deste.

O texto elaborado hoje pela oposição guineense significa a subida de um patamar na confrontação com o Chefe de Estado guineense e o seu partido, o Partido da Renovação Social(PRS), o mais votado nas eleições de 1999, e contém ainda uma "mensagem clara" para Kumba Ialá ao anunciar que o protesto vai definitivamente para as ruas de Bissau.

O chamado "golpe de Estado institucional" é justificado pela oposição com a dissolução do Parlamento a 14 de Fevereiro por Kumba Ialá, o "controlo do poder judicial" pelo presidente guineense e ainda as "prisões arbitrárias" com recurso aos serviços de segurança de Estado, gerando, segundo, nomeadamente, a direcção do PAIGC, da RGB e da UM, um "clima de insegurança" onde "ninguém está a salvo na Guiné- Bissau".

Nas últimas semanas, os serviços de segurança de Estado detiveram cinco dirigentes e militantes históricos do PAIGC, ainda encarcerados, incluindo o ex-primeiro ministro Carlos Correia, e da RGB, com destaque para a detenção da deputada Francisca Vaz Turpin, libertada na sexta-feira.

Detido está há já mais de duas semanas o vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos(LGDH), João Vaz Mané, por alegadas críticas a Kumba Ialá.

A par desta inusitada série de detenções, algumas das quais, como é o caso dos cinco históricos do PAIGC, com razões que remontam à década de 80, o Governo guineense mandou ainda encerrar a rádio privada "Bombolom FM", considerada a mais "incómoda" pelo poder político.

Quando faltam escassos dois meses para as eleições legislativas antecipadas, marcadas para 20 de Abril, a Guiné-Bissau vive num cenário de grande tensão social por causa da aguda crise económica, motivada por mais de seis meses de salários em atraso na função pública, e política, cuja razão são as inúmeras prisões ocorridas num curto espaço de duas semanas.

Desta nova posição assumida pela oposição, vai resultar, segundo fontes partidárias, "um sério agudizar dos protestos de rua" com o objectivo de "levar uma mensagem clara ao poder político" de que "é urgente que as normas constitucionais sejam transpostas para o terreno de imediato".

Entre as normas constitucionais exigidas pela oposição estão a "liberdade de opinião", o fim das "prisões arbitrárias" e a "não sujeição dos órgãos de comunicação social a qualquer tipo de pressão" como sucedeu com a rádio "Bombolom FM".

A referida tensão social e política é visível na capital guineense, onde as famílias estão, segundo observadores locais, com "cada vez mais dificuldade em se alimentar" e onde a "insegurança se apossa das pessoas", pondo em causa a sua "cidadania plena".

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