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Ricardo Berzoini e Raul Pont disputam 2ª volta no PT
- 27-Sep-2005 - 22:43
Ricardo Berzoini e Raul Pont vão disputar a segunda volta das eleições para a presidência do Partido dos Trabalhadores (PT) a 9 de Outubro, dado que nenhuma das candidaturas obteve maioria absoluta em Setembro, anunciou hoje fonte partidária.
O Partido do Presidente Lula da Silva, criado no início da década de 1980 em oposição ao antigo regime militar, reuniu-se a 18 de Setembro para eleger uma nova direcção depois do afastamento dos seus principais dirigentes na sequência de graves situações de corrupção no seio do partido.
Ricardo Berzoini, do chamado "Campo Maioritário", uma facção que historicamente comanda o PT e do qual fazem parte os seus principais líderes, incluindo Lula da Silva, foi o candidato mais votado com 42 por cento, mas não obteve a maioria absoluta necessária para vencer à primeira volta.
Raul Pont, da facção radical denominada "Democracia Socialista", contrária à actual política económica do Presidente brasileiro, obteve apenas 14,7 por cento dos 313.000 votos expressos, mas superou por uma pequena margem Valter Pomar, candidato de uma outra facção radical do PT.
Para o actual presidente do partido, Tarso Genro, a realização de uma segunda volta contribuirá para o fortalecimento do PT numa altura em que este passa pela maior crise da sua história.
O PT vive em convulsão interna devido a uma grave crise de corrupção, depois da revelação de que a antiga direcção do partido movimentava recursos de um "saco azul" supostamente para "comprar" votos de parlamentares no Congresso, o chamado escândalo do "mensalão".
"A realização de uma segunda volta é um bom sinal porque teremos uma direcção mais democrática para governar o partido neste momento de crise", afirmou Tarso Genro.
Nos últimos dias, vários líderes históricos do PT anunciaram a sua saída por discordância com o rumo seguido pelo partido, o mesmo acontecendo com vários parlamentares, o que fez com que o PT deixasse de ser o partido com mais deputados no Parlamento, sendo superado pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), de centro.
O número de deputados do PT diminuiu de 88, antes do escândalo de corrupção, para 84, enquanto o PMDB detém 87 deputados no Parlamento, composto por 513 parlamentares.
Tarso Genro disse ver com "naturalidade" a saída desses líderes históricos que sempre manifestaram divergências em relação ao Governo de Lula da Silva, nomeadamente à sua política económica.

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