Apoio ao investimento estrangeiro em Portugal
           As Notícias do Mundo Lusófono
 Notícias de Angola Notícias do Brasil Notícias de Cabo Verde Notícias da Guiné-Bissau Notícias de Moçambique Notícias de Portugal Notícias de São Tomé e Príncipe Notícias de Timor Leste
Ir para a página inicial de Noticias Lusofonas desde 1997 toda a lusofonia aqui
 Pesquisar
 
          em   
 Notícias

 » Angola
 » Brasil

 » Cabo Verde
 » Guiné-Bissau
 » Moçambique
 » Portugal
 » S. Tomé e Príncipe
 » Timor Leste
 » Comunidades
 » CPLP
 
Informação Empresarial
Anuncie no Notícias Lusófonas e divulgue a sua Empresa em toda a Comunidade Lusófona
 Canais


 » Manchete
 » Opinião
 » Entrevistas
 » Comunicados
 » Coluna do Leitor
 » Bocas Lusófonas
 » Lusófias
 » Alto Hama

 » Ser Europeu

Siga-nos no
Siga o Notícias Lusófonas no Twitter
Receba as nossas Notícias


Quer colocar as Notícias Lusófonas no seu site?
Click Aqui
Add to Google
 Serviços

 » Classificados
 » Meteorologia
 » Postais Virtuais
 » Correio

 » Índice de Negócios
 
Venha tomar um cafezinho connoscoConversas
no
Café Luso
 
  Brasil
Decano dos jornalistas promve sons de jazz na estação de Maputo
- 29-Sep-2005 - 14:49


O mais conhecido fotojornalista moçambicano acaba de cumprir o sonho de uma vida: aos 81 anos, Ricardo Rangel, "filho de três continentes", abriu o seu bar de jazz em Maputo.


Por Luís Andrade de Sá
da Agência Lusa

Pequeno, eternamente magro, com o olhar vivo com que tirou algumas das mais famosas fotografias de reportagem em Moçambique, Ricardo Rangel, 81 anos, é uma presença inesperada ao balcão do mais insólito bar de Maputo.

"Chez Rangel", o espaço de jazz que abriu recentemente com outro sócio, ocupa o que já foi o restaurante da elegante estação ferroviária na baixa da capital moçambicana e é praticamente o único ponto de animação de uma gare por onde passam raros comboios.

"Prometi que não ia morrer sem ter um clube de jazz. Em 1974 estive quase para abrir um "hot-clubÈ em Lourenço Marques, mas deu-se o 25 de Abril e pensei: vou para o jazz ou para a revolução?".

O clube de jazz teve de esperar, mas Rangel, dono de uma colecção de milhares de discos, continuou como a sua grande referência na cidade.

"Qualquer músico que por aqui passasse, eu já sabia que tinha de o receber em minha casa", recorda, desfilando nomes, como o do sul- africano Dollar Brand (agora, Abdullah Ibrahim), perante paredes repletas de fotografias em que ele próprio aparece ao lado de nomes grandes do jazz como Thelonious Monk e Dizzie Gillespie.

Durante anos, promoveu bandas, formadas com moçambicanos e cooperantes estrangeiros, que tocavam nas "horas mortas" de cabarets.

"A malta não tinha discos nem gira-discos e, ao domingo, lá convidava os músicos para almoços de jazz em minha casa para eles ouvirem os meus discos. O que vale é que a Beatriz sempre alinhou nestas coisas", diz, referindo-se à sua mulher suíça.

Rangel esteve "em todas" - da Orquestra Jambo, que nos anos 50 associava jazz à "marrabenta", ao Grupo de Jazz de Moçambique, já depois da independência, mas sempre do lado de fora do palco.

"Eu não toco. Mando tocar o jazz", afirma.

Descendente de africanos, chineses e europeus - "a minha mobilidade vem desta mistura de raças" - Ricardo Rangel chegou ao jornalismo em 1952, quando entrou para o jornal Notícias, de Lourenço Marques.

Poucos anos depois, foi preso pela PIDE por pertencer ao MUD juvenil, numa vaga de prisões que envolveu também o poeta Rui Knopfli.

Depois, passou pelo Notícias da Tarde, Tribuna, Diário de Moçambique, Tempo e Domingo. Mas é do órgão que foi dirigido pelo então bispo da Beira, Sebastião Soares de Resende, que guarda as melhores recordações.

"O Diário de Moçambique (da Beira) foi o melhor jornal de todos os tempos. O bispo não tinha medo de Salazar. Por exemplo, a censura impedia que os artigos cortados fossem ocupados por espaços em branco. Ele punha espaços pretos e, claro, toda a gente percebia", recorda.

Após a independência, o grande êxodo de portugueses tornou-o um dos dois únicos foto-jornalistas em todo o país (o outro era Kok Nam, actual director do Savana) e o seu saber foi aproveitado para o novo Centro de Formação de Fotografia, por onde passaram centenas de fotógrafos moçambicanos.

Continuou a fotografar e a colaborar com jornais e, já este ano, lançou um álbum - "Pão nosso de cada noite" - com retratos a preto e branco da famosa Rua Araújo, o centro da vida nocturna na Lourenço Marques colonial.

Aos 81 anos, Ricardo Rangel não pára: para já, quer ter ao vivo no seu bar de Maputo o som do sax alto do escritor brasileiro Luís Fernando Veríssimo, mas enquanto não o convence, prossegue a impossível busca de um disco que uma vez ouviu em Portugal.

"É um disco de jazz de 78 rotações, gravado em Lisboa, sobre uma canção lisboeta antiga. É tudo o que sei mas ando à procura deste disco há 50 anos", diz.


Marque este Artigo nos Marcadores Sociais Lusófonos




Ver Arquivo


 
   
 
 

 Ligações

 Jornais Comunidades
 
         
  Copyright © 2009 Notícias Lusófonas - A Lusofonia aqui em primeira mão | Sobre Nós | Anunciar | Contacte-nos

 edição Portugal em Linha - o portal da Comunidade Lusófona Web Design e SEO Portugal / Brasil por NOVAimagem