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  Cabo Verde
Portugal teme que coabitação Nino/Governo seja problemática
- 1-Oct-2005 - 12:54


O embaixador português em Bissau admite que Portugal "teme" que a coabitação entre o novo presidente guineense e o primeiro-ministro possa criar problemas no novo ciclo político da Guiné-Bissau.


O embaixador José Manuel Pais Moreira considerou que a tomada de posse de João Bernardo "Nino" Vieira como novo chefe de Estado guineense, hoje em Bissau, abre um novo ciclo político, sublinhando, contudo, que fazer previsões "é completamente extemporâneo".

"Neste momento, é completamente extemporâneo fazer previsões sobre o que será o próximo esse novo ciclo político. Nós esperamos que seja bom, mas tememos que possa não ser", afirmou Pais Moreira, aludindo às más relações pessoais existentes entre o presidente eleito, "Nino" Vieira, e o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, nunca publicamente explicadas.

"Portugal tem a esperança de que a coabitação seja possível, mas estamos bem conscientes dos problemas que ela ainda coloca, neste momento. Vamos esperar que os interesses superiores da Guiné-Bissau e do seu povo prevaleçam e que as questões pessoais ou as ambições de grupos possam ser ultrapassadas", sustentou.

Carlos Gomes Júnior, também líder do partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), mantém um diferendo pessoal com "Nino" Vieira e protagonizou várias e duras críticas ao ex-presidente desde que este anunciou, em Abril último, a intenção de regressar a Bissau, após seis anos de exílio em Portugal.

As divergências entre ambos nunca foram explicitadas publicamente, mas têm sido "exploradas" nos meandros políticos locais, a ponto de dividirem o próprio PAIGC, que de "Nino" Vieira foi líder incontestado durante quase duas décadas (1980/99).

Sobre a questão, "Nino" Vieira tem respondido que "não tem quaisquer problemas" em sentar-se à mesa com Carlos Gomes Júnior, indicando que também não vê impedimentos quanto a uma coabitação institucional com o primeiro-ministro.

Carlos Gomes Júnior, por seu lado, admitiu na semana passada que a coabitação é "possível" e, após uma reunião, em Nova Iorque, à margem da 60ª Assembleia Geral das Nações Unidas, assegurou que não lhe restava outra opção, "para o bem do país".

Questionados em Bissau sobre a mesma questão, vários membros da comunidade internacional desdramatizaram hoje a questão, sublinhando que o que interessa é que a Guiné-Bissau possa mergulhar num ciclo de estabilidade política e social.

"Com a normalização institucional após a tomada de posse do novo presidente, espero que o país comece uma nova era. Espero que os guineenses juntem esforços para que a comunidade internacional possa apoiar o arranque do processo de reconstrução", disse o secretário-executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), o diplomata cabo-verdiano Luís Fonseca.

Por seu lado, Ovídeo Pequeno, ministro dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe e também presidente do Conselho de Ministros da CPLP, mostrou-se cauteloso, sublinhando esperar que todo esse processo tenha "um desfecho feliz".

"Espero que tudo tenha um desfecho feliz. Depois de tudo o que se passou, acho que será uma oportunidade para que, de facto, o povo da Guiné-Bissau encontre o caminho da paz e da estabilidade e que possa começar a pensar seriamente no desenvolvimento" do país", afirmou.

No mesmo tom se pronunciou também o representante máximo do Gabinete das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNOGBIS).

O coronel moçambicano João Bernardo Honwana lembrou que, acima de tudo, o importante é a tomada de posse de "Nino" Vieira para que o processo de transição chegue formalmente ao fim, pois isso é "um passo bastante importante para a consolidação da paz".

"Estou convencido que a tomada e posse vai permitir criar uma maior serenidade no país e permitir também que as autoridades, os actores políticos e o povo em geral comecem a construir o seu futuro", defendeu.

Por seu lado, o chefe da delegação da Comissão Europeia (CE) em Bissau, o diplomata português António Moreira Martins, sublinhou que a investidura de "Nino" Vieira é, antes e mais, "o começo de uma nova fase".

"É com grande esperança que pensamos que a chegada do novo presidente venha trazer uma contribuição importante para a consolidação do processo de estabilidade política e governamental que se tem verificado no último ano e meio", disse.

Moreira Martins lembrou que a União Europeia (UE) tem apoiado "conscientemente" os esforços desenvolvidos durante o período de transição e garantiu que esse apoio "vai continuar nesta nova fase do país.


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