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Luanda tem primeira rede de tv por cabo integralmente digital de África
- 10-Oct-2005 - 17:09
A primeira rede de televisão por cabo integralmente digital do continente africano está a ser instalada em Luanda, capital de Angola, num investimento de 18 milhões de dólares em que participa o grupo português Visabeira.
"Esta é a primeira operação de televisão por cabo em África com um serviço integralmente digital", revelou hoje na capital angolana, Paulo Varela, vice-presidente do grupo Visabeira.
O projecto está a ser implantado pela TV Cabo Angola, uma empresa de direito angolano criada em 2002, cujo capital é detido em partes iguais pelo grupo português e pela Angola Telecom, a empresa estatal de telecomunicações.
"A fase experimental terminou no início deste mês de Outubro e estamos a preparar o arranque do serviço para o público", salientou Paulo Varela, admitindo que o lançamento oficial ocorra até meados de Novembro.
A TV Cabo Angola disponibiliza, em vários pacotes de assinatura, um total de 85 canais de televisão e 25 canais de música, além de Internet de banda larga, em várias opções de velocidade.
"A nossa grande mais valia é, sem dúvida, a Internet", frisou Paulo Varela, salientando a importância de dispor de um serviço de Internet de banda larga com ligação permanente, especialmente relevante num país onde a oferta de banda larga é muito reduzida e a ligação à Internet é uma permanente fonte de problemas.
Relativamente aos canais disponibilizados, Paulo Varela frisou que "existe uma aposta grande na língua portuguesa", não apenas ao nível de canais de televisão portugueses e brasileiros, mas também com produções de outros países lusófonos.
"Queremos ter uma oferta em português que traduza a multiculturalidade da lusofonia", frisou.
A TV Cabo Angola, apesar de ainda não ter lançado oficialmente o serviço, conta actualmente com cerca de 500 assinantes, prevendo atingir cerca de 20 mil clientes nos primeiros meses de 2007, altura em que o serviço abrangerá toda a zona urbana de Luanda, num total de cerca de 100 mil residências.
Nesta altura, a rede cobre algumas áreas da zona mais alta da cidade, incluindo os bairros nobres de Alvalade e Miramar, estimando os responsáveis pelo projecto que cerca de 40 por cento da capital angolana possa estar abrangida até Dezembro.
"O projecto começou a ser implantado em finais de 2003. A nossa rede é toda subterrânea e, através da parceria com a Angola Telecom, estamos a utilizar infra-estruturas já existentes", salientou Paulo Varela.
As dificuldades maiores têm surgido quando é necessário colocar novas condutas, o que tem criado "muitos problemas" aos técnicos que estão a instalar a rede de televisão por cabo.
Para Paulo Varela, um dos maiores problemas é originado pela "falta de um cadastro da cidade", o que faz com que "não se saiba o que existe no subsolo", pelo que há sempre o risco de encontrar uma conduta de água ou cabos de telefone e electricidade.
Apesar das dificuldades, Paulo Varela acredita no sucesso deste projecto, até porque o grupo português conta com "a experiência adquirida em Moçambique", onde também é accionista da TV Cabo local, que cobre a cidade de Maputo e é "uma operação de sucesso, tecnologicamente avançada".
"Vamos disponibilizar em Luanda uma rede multimédia para serviços avançados, cem por cento digital", assegurou, recordando que o grupo Visabeira possui "um grande capital de experiência" na área da televisão por cabo, que remonta aos primeiros projectos que surgiram em Portugal, nos arquipélagos da Madeira e dos Açores.
O grupo Visabeira é uma holding criada em 1980, actualmente presente em nove países, nas áreas das telecomunicações, construção, turismo, serviços, indústria e imobiliária.
Em Angola está presente desde 1996, detendo na totalidade o capital das empresas COMATEL (engenharia de telecomunicações) e VISACONSTROI (construção civil), além de uma participação de 70 por cento na VISASECIL (importação de veículos pesados).
O grupo português tem ainda "em fase de arranque" a empresa ALAMO, de processamento de madeiras, cuja fábrica foi construída na província do Huambo, no planalto central angolano.

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