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  Cabo Verde
Memórias do passado
- 19-Feb-2003 - 15:23

A Presidência da República da Guiné- Bissau avisou hoje a deputada Zinha Vaz, da Resistência da Guiné- Bissau (RGB), de que o presidente Kumba Ialá "representa todos os guineenses" e "não pode ser tratado como um colega".


Baciro Dabó, porta-voz da Presidência e ministro de Estado, respondeu hoje às acusações que Zinha Vaz fez a Kumba Ialá, nomeadamente a sua alegada participação na denúncia de pessoas que organizaram uma tentativa de golpe de Estado contra "Nino" Vieira em 1986.

Este responsável da Presidência da República frisou que o chefe de Estado nada teve a ver com o episódio de 1986, que passou à história como o "Caso 17 de Outubro", que culminou com o fuzilamento de seis pessoas, entre as quais Viriato Pã, então procurador-geral da República, e Paulo Correia, que era ministro do Interior.

E, ao mesmo tempo, divulgou, mais uma vez, a lista dos membros do Conselho de Estado que determinou a execução de seis pessoas e penas diferentes para outros seis, depois de serem julgados por alta traição pelo Tribunal Militar Superior.

Nesta lista aparecem os nomes, entre outros, de Carlos Correia, ex-primeiro ministro, Francisca Pereira, que era ministra do Interior, e Filinto Barros, então ministro da Economia e Finanças, todos históricos militantes do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde).

Mas Baciro Dabó já tinha divulgado esta lista há cerca de uma semana, levando a que a segurança de Estado detivesse estas pessoas, sendo libertadas três dias depois por decisão de Kumba Ialá "em nome da paz social".

A divulgação desta lista foi feita para ilibar o actual chefe de Estado, a quem Zinha Vaz acusou de ter denunciado as intenções de Pã e Correia em levar a cabo uma intentona contra "Nino" Vieira nos anos 80.

Entretanto, Filinto Barros e Carlos Correia, depois de libertados, na segunda-feira passada, negaram que a sua participação no Conselho de Estado em 1986 tenha sido decisiva no desfecho do "Caso 17 de Outubro".

Porém, hoje, Baciro Dabó questionou se a acta do Conselho de Estado assinada por estas pessoas "é uma coisa simples apesar de ter determinado a morte de seis pessoas?".

"É preciso que estas pessoas assumam as suas responsabilidades perante a história com coragem", sublinhou.

Todo este revisitar da melindrosa história recente da Guiné- Bissau, sendo o "Caso 17 de Outubro" um dos muitos episódios que a jovem democracia ainda não digeriu, foi gerado pela acusação pública de Kumba Ialá ao pai de Zinha Vaz, João Vaz, como tendo pertencido à PIDE, no tempo da administração colonial portuguesa.

Kumba Ialá, para ilustrar a acusação, disse que João Vaz "roubou os óculos de Amílcar Cabral - o "pai" da independência da Guiné- Bissau -, numa alegada reunião subversiva com o intuito de o denunciar à polícia política portuguesa.

Em resposta, Zinha Vaz acusou Kumba Ialá de ter denunciado Viriato Pã e Paulo Correia, fazendo deflagrar uma "fogueira" cujo combustível é o passado e alguns dos seus mais melindrosos episódios, sem que, no presente, ninguém possa adivinhar o que se seguirá no futuro próximo.

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