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  Cabo Verde
Antigos dirigentes do partido no poder criticam actual líder
- 14-Oct-2005 - 17:20


Mais de seis dezenas de antigos dirigentes do PAIGC, ex-partido único, criticaram hoje duramente o actual líder da força política no poder na Guiné-Bissau, acusando Carlos Gomes Júnior de "irresponsabilidade".


Numa "declaração política", lida pelo "histórico" Manuel dos Santos, conhecido localmente por "Manecas", os mais de 60 antigos dirigentes signatários afirmam que o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) vive actualmente a sua maior crise de sempre.

"A crise interna que o partido atravessa resulta da forma antidemocrática, irresponsável e anti-estatutária como têm sido conduzidas as acções no seio do PAIGC pelos seus órgãos estatutários e, em particular, pelo seu presidente (Carlos Gomes Júnior)", lê-se no documento.

Na "declaração", a "velha guarda" do partido, composta unicamente por apoiantes do actual chefe de Estado guineense, João Bernardo "Nino" Vieira, sublinha que a crise é consequência do último congresso, realizado em 2002, "que dotou o PAIGC de órgãos inoperantes".

Nesse congresso, que elegeu Carlos Gomes Júnior como líder, o partido foi também dotado de "efectivos extremamente inflacionados", com uma "composição vulnerável a todas as manipulações", incluindo a "ética", e ainda "alérgica" a debates "sérios e profundos".

"Houve sempre tentativas de alguns dirigentes do partido no sentido de fazer valer a voz da razão, da verdade, da clarividência e da reconciliação, mas esbarraram sempre na vontade deliberada dos órgãos dirigentes em prosseguirem a lógica da exclusão sistemática de militantes, dirigentes e deputados cujo único crime é terem pontos de vista diferentes", sustentam.

No documento, os antigos dirigentes lembram que, nas eleições legislativas de 2004, em que o partido saiu vencedor, "todos (os que agora criticam a actual direcção) cerraram fileiras", esquecendo diferenças e divergências.

"E são agora esses mesmos dirigentes e militantes, em 14 casos eleitos deputados, que hoje se posicionam para dizer basta à arbitrariedade, injustiça, irresponsabilidade e incompetência que está a conduzir o PAIGC a um abismo de traição das suas responsabilidades históricas", acrescentam.

Solidarizando-se com os 14 dos 45 deputados que passaram quinta-feira a independentes, abandonando a bancada parlamentar do PAIGC, os antigos dirigentes pedem à actual direcção que "deixe de desrespeitar" o "pai" das independências da Guiné-Bissau e Cabo Verde, Amílcar Cabral, pois está a "servir propósitos mesquinhos e inconfessáveis" que minam o partido por dentro.

Estes antigos dirigentes foram afastados na sequência da renovação de quadros encetada nos congressos de 2000, que levou à liderança o actual presidente do parlamento, Francisco Benante, e de 2002, em que Carlos Gomes Júnior assumiu a presidência do partido.

Todos apoiantes confessos do actual chefe de Estado, João Bernardo "Nino" Vieira, contam-se entre os antigos dirigentes nomes como, além de "Manecas" Santos, Amaro Correia, Samba Lamine Mané, Francisca Pereira, Paulo Medina, Hélder Proença, Luís Sanca e Paulo Pereira Jesus.

Em Abril último, na sequência do regresso de "Nino" Vieira à Guiné-Bissau para se candidatar às presidenciais, o PAIGC suspendeu vários dirigentes por terem "violado" as normas estatutárias do partido ao rejeitarem apoiar o candidato oficial do partido, Malam Bacai Sanha.

Entre os suspensos incluíam-se o então 1º vice-presidente, Aristides Gomes, o líder da bancada parlamentar, Cipriano Cassamá, e vários deputados, como Francisco Lobo de Pina e Aristides Ocante, que também assinam o documento.

Instado pela Agência Lusa a comentar a "declaração política" dos antigos dirigentes do partido, Carlos Gomes Júnior, igualmente primeiro-ministro, afirmou que dada tem, "para já", a declarar, reservando uma resposta para a próxima semana.


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