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  Cabo Verde
Relações com Portugal imunes à polémica da Electra
- 17-Oct-2005 - 15:22


O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal defendeu hoje, à chegada à capital de Cabo Verde, que as relações entre os dois países são imunes à polémica que envolve os accionistas portugueses na Electra.


A Electra, a única empresa de distribuição de electricidade e água de Cabo Verde, participada em maioria pelas portuguesas Electricidade de Portugal (EDP) e Águas de Portugal (AdP), tem estado no centro de uma acesa polémica suscitada pelas constantes falhas de energia na Cidade da Praia.

Apesar de governantes dos dois países estarem em conversações nas últimas semanas sobre o assunto, o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação português, João Gomes Cravinho refutou a possibilidade de a sua deslocação a Cabo Verde ter como finalidade única discutir o "caso" Electra.

No entanto e segundo disse à Agência Lusa o secretário de Estado português, o "objectivo comum" é construir mecanismos que "permitam encontrar soluções", embora a visita que hoje inicia a Cabo Verde não tenha a sua génese a questão da Electra.

"Mas estamos conscientes, porque prestamos muita atenção a Cabo Verde, que há movimentações destes ou daqueles, interesses diversos, que são legítimos, na sociedade cabo-verdiana, mas que não nos dizem respeito, nem nos vão influenciar", sublinhou.

Cravinho defendeu ainda que o relacionamento entre os dois países "é muitíssimo profundo" e que o governo português não vai "deixar-se influenciar por circunstâncias conjunturais.

Em Cabo Verde, Portugal tem sido directamente acusado de ter responsabilidade na polémica que envolve a Electra sendo o argumento o facto de a EDP e a AdP serem empresas públicas, o que levou o primeiro- ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, a pedir publicamente uma intervenção do seu homólogo português, José Sócrates.

"Há o envolvimento de muitas empresas portuguesas em Cabo Verde, mas mesmo que a questão da Electra esteja a suscitar alguma polémica, esse é um assunto a tratar entre accionistas, sendo o nosso papel - governo - encorajar os accionistas a encontrar soluções favoráveis para toda a gente, e, naturalmente, em primeiro lugar para os cidadãos de Cabo Verde", apontou Cravinho.

Nas conversações entre governantes dos dois países, João Cravinho referiu a recente visita a Portugal do ministro da Economia de Cabo Verde, João Pereira da Silva, durante a qual "foram identificados os problemas de curto prazo", que estão em vias de resolução.

O governante português remeteu os problemas de longo prazo para conversas que terão lugar nos próximos meses, mas reafirmou que "a situação deve ser encarada de um ponto de vista normal e empresarial", nomeadamente "quando uma empresa é confrontada com situações diferentes daquelas que tinha previsto", disse sem nomear quais.

João Cravinho, respondendo a questões da Lusa, fez questão de lembrar que entre as dezenas de assuntos em cima da mesa nas relações bilaterais, "a Electra não é a causa da visita" e "a solidez do relacionamento entre os dois países é imune a este problema".

Os accionistas portuguesas da Electra são acusados de não cumprirem os investimentos previstos no caderno de encargos, enquanto a empresa alega que o governo não permite a actualização das tarifas, bem como a existência de dívidas públicas, para justificar a ausência de investimentos.

As relações entre os dois países são, apontou, "de tal forma intensas e, ao mesmo tempo, normais que esta é quase uma visita de rotina", e sendo o governo relativamente recente, era apenas uma questão de agenda e de datas para que esta tivesse lugar.

"O relacionamento entre Portugal e Cabo Verde é multifacetado e esta visita tem a ver com essas diferentes facetas, como o atesta os diferentes interlocutores que vou ter durante a estada no arquipélago", esclareceu.

No "dossier" cooperação, Cravinho afirmou que é grande o número de projectos-programa que quer melhorar para 2006, tendo, para tal, a companhia nesta deslocação da nova presidente do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD), Rute Albuquerque, que faz a Cabo Verde a sua primeira visita a um País Africano de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Da agenda da visita constam ainda assuntos de natureza política, no âmbito dos diversos fóruns internacionais em que os dois países estão inseridos, como a União Europeia (UE), que Cabo Verde, por diversas vezes, mostrou interesse em aprofundar relações e Cravinho vai estudar com as autoridades cabo-verdianas a forma de "trabalhar juntos nesse objectivo".

A questão da evolução política na Guiné-Bissau, "que interessa aos dois países" vai ainda marcar as conversas com as autoridades cabo- verdianas, defendendo João Cravinho que a situação naquele país da costa ocidental de África deve ser vista num horizonte temporal amplo, "porque a situação está agora melhor que há seis meses e há seis meses estava melhor que há um ano".

"Vamos trabalhar para que a evolução continue a ser positiva, sendo Cabo Verde um parceiro importante neste processo", disse.

Durante os três dias que vai permanecer no arquipélago, Cravinho tem encontros com o seu homólogo, Domingos Pereira Mascarenhas, com os ministros do Trabalho e Solidariedade, Sidónio Monteiro, da Educação, Filomena Martins, dos Negócios Estrangeiros, Victor Borges, e visitas de cortesia ao primeiro ministro, José Maria Neves e ao Presidente da República, Pedro Pires.

Deslocações ao interior da ilha de Santiago, onde terá encontros com diversos presidentes de câmara e visitas a alguns dos mais emblemáticos projectos da cooperação portuguesa, fazem ainda parte do programa de João Cravinho.


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