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  Cabo Verde
Corrupção anda
de mãos dadas
com a pobreza

- 18-Oct-2005 - 15:34


Transparency International põe Portugal no 26º lugar. Angola é o pior da Lusofonia
Os países mais corruptos do mundo estão também entre os mais pobres do planeta, já que “os dois fluxos se alimentam de forma recíproca”, conclui o relatório anual da Transparency International (TI), uma organização não governamental que luta contra o fenómeno. Chade e Bangladesh são os países mais corruptos. Portugal está em 26º lugar na lista da "transparência", encabeçada pela Islândia.


“A corrupção grassa em 70 países”, onde constitui “um problema grave”, lê-se na apresentação do relatório, sublinhando que o fenómeno representa “uma ameaça ao desenvolvimento”. A TI lamenta que os “países mais pobres do mundo carreguem o duplo fardo da pobreza e da corrupção”.

Entre eles, o Chade e o Bangladesh partilham o último lugar da lista (158º) sobre transparência, com nota de 1,7 num máximo de dez. Imediatamente acima estão o Haiti, a Birmânia e o Turquemenistão (1,8), que partilham o 155º lugar, ultrapassados pela Costa do Marfim, Guiné Equatorial e Nigéria (152ª).

No extremo oposto, os países nórdicos voltam a ser os melhores classificados, com a Islândia a obter o diploma de país mais transparente, com um índice de 9,7, seguida da Finlândia.

Nesta lista, Portugal obtém a 26ª melhor classificação, com nota de 6,5, bem longe de países como a Áustria (10º), Holanda e Reino Unido (11º) e ainda atrás de França (18º), Bélgica e Irlanda (19º) ou Espanha (23º). Grécia e República Checa são os Estados-membros da União Europeia pior classificados (47º), mas também Itália não vai além da 40ª posição.

O relatório sublinha “os progressos assinaláveis” feitos por alguns países no último ano, “com um decréscimo nos níveis de corrupção”, mas lamenta que em muitos outros a situação tenha piorado, como é o caso da Rússia, que desceu do 90º lugar para 126º.

Em 113 países, dos 159 submetidos a exame, a “corrupção invade todos os aspectos da vida pública”, afirma Peter Gein, presidente da TI.

“A corrupção é uma das maiores causas de pobreza, bem como um obstáculo para a contrariar”, acrescentou. “Essas duas calamidades alimentam-se reciprocamente, fechando as populações no ciclo da miséria”, afirmou.

Para pôr fim à corrupção, é necessário – segundo o TI – que os países ricos combinem “um aumento da ajuda, com apoio às reformas”. Por seu lado, os países pobres devem “facilitar o acesso público às informações sobre os orçamentos, rendimentos e despesas”.

Quanto à comunidade internacional, ele deverá “promover uma sólida coordenação as autoridades públicas, o sector privado e a sociedade civil, para aumentar a eficácia de uma luta sustentada contra a corrupção e dos esforços em matéria de boa governação”. A comunidade internacional deverá ainda “ratificar e aplicar, em todos os países, as convenções existentes contra a corrupção”.

O índice de Percepção da Corrupção da TI é um inquérito que reflecte as percepções de homens de negócios e analistas residentes ou não nos países estudados.

Angola é o pior dos países Lusófonos

O Chade tem o índice de corrupção mais elevado dos 159 países do mundo analisados pela organização Transparency International, enquanto Angola, também no fundo da tabela, ocupa a pior posição entre os países africanos lusófonos.

Esta organização não governamental divulgou hoje a sua lista de índice de percepção da corrupção em 159 países e refere que o Chade é marcado pela instabilidade política, pelos abusos dos direitos humanos e falta de liberdade de imprensa.

O relatório acrescenta, no entanto, que este país é palco de um projecto pioneiro para tentar usar os recursos do petróleo para combater a pobreza, apesar de realçar que o êxito desta medida depende fortemente da vontade política do Governo.

Angola aparece na posição 151, sendo considerado o quinto país africano mais corrupto de um total de 44 analisados no continente e o pior entre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), muito longe de Moçambique, em 97º lugar.

Nesta lista aparecem apenas estes dois PALOP porque a organização exige pelo menos três fontes de informação diferentes para incluir um país na tabela mundial. A Guiné-Bissau dispõe apenas de duas fontes, enquanto Cabo Verde e São Tomé e Príncipe de apenas uma.

Entre os países africanos mais corruptos estão ainda a Nigéria, a Guiné Equatorial e a Costa do Marfim, todos na posição 152.

Segundo a organização, "África é o continente com a média mais baixa da lista e 31 dos 44 países africanos analisados têm menos de três pontos (numa escala até 10 - máximo de transparência), um sinal de escalada da corrupção".

Em relação à Nigéria, o relatório refere que é um país marcado por "corrupção grave" e que tem registado das mais baixas pontuações nos índices dos últimos anos.

A organização atribui esta má classificação às poucas medidas do Governo para travar a corrupção e à "falta de responsabilidade" que levou a uma "institucionalização da impunidade".

Apesar das críticas, o relatório destaca uma ligeira melhoria em relação ao índice do ano passado, graças a algumas medidas do Governo, nomeadamente a nível de sanções, para o combate à corrupção.

A pontuação média em África é de 2.86, muito inferior à média mundial, de 4.11.

Dos 44 países africanos analisados, o menos corrupto é o Botswana (32), seguido da Tunísia (43) e da África do Sul (46).

Neste índice da Transparency International entraram este ano pela primeira vez oito países africanos: Burkina Faso (70), Lesoto (70), Ruanda (83), Suazilândia (103), Burundi (130), Libéria (137), Somália (144) e Guiné Equatorial (152).

O documento destaca a situação do Burkina Faso, que entrou com uma pontuação superior à média africana, devido às reformas que estão a ser feitas no país.

A organização ressalva, no entanto, que apesar das promessas do Governo em criar instituições que controlem as finanças públicas ou de ratificar convenções internacionais, "há ainda pouco acesso à informação" e a tradição de relativa impunidade coloca esses esforços em causa.

Em relação à Libéria e ao Burundi, a Transparency International lembra que os dois países foram palco de longas guerras civis, "com resultados desastrosos no aumento da corrupção em quase todos os sectores da vida pública e privada".

A organização considera que a corrupção é o maior entrave ao desenvolvimento dos países.


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