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  Cabo Verde
Ex-Centro Nacional de Artesanato vai recuperar antiga dignidade
- 19-Feb-2003 - 15:36

O Centro Nacional de Artesanato (CNA), primeiro espaço museológico de Cabo Verde, extinto em 1997, vai renascer este ano na cidade do Mindelo para "readquirir a sua antiga dignidade", revelou hoje o ministro Adjunto e da Cultura e Desportos.


Já integrado na nova orgânica do Ministério da Cultura, recentemente aprovada em Conselho de Ministros, a extinta instituição será reabilitada com diversas valências, o seu espólio exposto de forma digna e a sua direcção empossada. Isso tudo ficará concluído nos próximos meses, garante Jorge Tolentino Araújo.

Em declarações à Agência Lusa, referiu que "o primeiro passo já está dado, ou seja, reabrir o centro", que estava encerrado desde 1997 por despacho de extinção do então ministro da Cultura, António Jorge Delgado.

"Para isso, tivemos de fazer investimentos urgentes que permitiram suster o processo de degradação do edifício, e iniciar a recuperação das peças de artesanato que aí ainda podem ser encontradas", explicou o ministro Adjunto e da Cultura e Desportos.

O passo seguinte será "suster o processo de degradação do Centro e do seu espólio, e devolver-lhe a sua antiga importância no panorama cultural cabo-verdiano", acrescentou.

Jorge Tolentino adiantou que já "está pronto um projecto de recuperação do CNA na íntegra, com vista à sua entrada em funcionamento de acordo com um novo figurino, que compreenderá uma componente museológica de exposição permanente do acervo existente".

Outras vocações que o CNA terá no futuro têm a ver com a formação e a produção de artesanato para venda, como meio de "contribuir para a sua própria sustentabilidade".

"Já existe financiamento para essas acções", referiu, anunciando a entrada em funcionamento nos próximos meses de "um novo Centro Nacional de Artesanato que faça justiça ao seu passado, que foi muito importante para a cultura e para a preservação da identidade de Cabo Verde".

Neste processo, observou o ministro, "tem havido concertação" com os fundadores e principais promotores do centro, os artistas plásticos cabo-verdianos Manuel Figueira, Bela Duarte e Luísa Queiroz, esta última de origem portuguesa.

"Conhecem melhor que ninguém o Centro Nacional de Artesanato", considerou Jorge Tolentino referindo-se a esses artistas, que abandonaram o centro em finais de 1989 por divergências com o então director administrativo, António Jorge Delgado, que mais tarde, enquanto ministro, decretaria a sua extinção.

Quanto à futura direcção do CNA, o governante admitiu que o assunto não foi ainda discutido com nenhum dos antigos fundadores, mas garantiu que veria com bons olhos a assunção por qualquer um deles, ou mesmo pelo colectivo.

"Eu ficarei sumamente satisfeitos se um deles ou os três vierem a aceitar essa tarefa", confessou Jorge Tolentino Araújo, adiantando que ainda não fez qualquer convite, mas que terá "todo o gosto em fazê-lo".

O Centro Nacional de Artesanato foi criado em finais de 1977, tendo a sua direcção sido assumida desde então até Março de 1989 por Manuel Figueira, que acumulava com as funções de formador-artesão em conjunto com a sua esposa Luísa Quirós e Bela Duarte.

O CNA nasceu com o objectivo de pesquisa, recolha, preservação, ensino e divulgação do artesanato. A intenção dos seus fundadores era elevar a arte popular, apropriando- se das suas técnicas para as cruzarem com a linguagem das artes plásticas.

Inspirados na tecelagem tradicional criaram um artesanato novo, a tapeçaria. Recriaram também o batik, uma actividade que não existia em Cabo Verde, a partir de experiências e das técnicas de tingidura tradicional.

Do espólio recolhido e criado, e que dentro de meses poderá ser apreciado quando reabrir o Centro Nacional de Artesanato, encontram-se diversos equipamentos utilizados na produção das obras, alguns deles quase centenários.

Peças de tecelagem, tapeçaria, olaria e batik encontram-se entre o espólio a exibir.

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