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As elites no poder
desprezam o povo

- 21-Oct-2005 - 14:25


Lopo do Nascimento, um dos mais credenciados e respeitados políticos de Angola, diz o que a maioria pensa em silêncio

Lopo do Nascimento (o político que se um dia pensar em candidatar-se à Presidência da República, pelo partido no qual milita ou como independente, não terá dificuldade de arrebanhar apoios em diversos sectores angolanos, até mesmo na Oposição) diz que o exibicionismo, a arrogância, o tradicionalismo, o populismo, o racismo e o tribalismo constituem uma ameaça ao real processo de democratização e modernização de Angola.


Por Jorge Eurico

Lopo do Nascimento receia que determinados sectores das elites angolanas, actualmente dominantes, eufóricos com o sucesso de terem derrotado a rebelião armada e alcançada a paz, se tornem cada vez mais autistas esquizofrénicos, embalando num processo de desprezo suicida pelas necessidades, expectativas e aspirações não apenas das massas mais desfavorecidas, mas também de grupos intermédios (funcionários, pequenos e médios empresários, quadros e intelectuais).

O deputado à Assembleia Nacional pelo MPLA, que expressou a sua apreensão num artigo de quatro páginas dado à estampa na revista “Política Internacional”, denuncia que o novo – riquismo manifestado por um grupo, cujos contornos são cada vez mais bem identificados socialmente, sendo intrinsecamente exibicionista e arrogante, é apenas um dos sintomas dessa ameaça.

O antigo secretário-geral do MPLA alerta no referido artigo que o mais inquietante é que o principal mecanismo de afirmação desse grupo, que está a consolidar-se a um ritmo notável, é a utilização das suas posições-chaves no aparelho de Estado em benefício praticamente exclusivo dos seus interesses privados.

Lopo do Nascimento defende que agir nesse sentido é claramente contrário às actuais necessidades objectivas do País que passam, nomeadamente, por uma efectiva pacificação e reconciliação nacional, pela urgente minimização dos problemas sociais da população e pela criação de condições infraestruturais para o rápido desenvolvimento de Angola.

O articulista advoga que agir como se está a agir, a actual governação poderá transformar o País numa espécie de Brasil, com as suas enormes riquezas e de alguns sectores em franco crescimento, mas também com as suas profundas assimetrias e desigualdades sociais com todos os problemas daí decorrentes.

Lopo do Nascimento aponta o ressurgimento de certas teses e reivindicações redutoras e centrífugas, tais como o tradicionalismo, o populismo, o racismo, o tribalismo e outras como a segunda ameaça ao real processo de democratização e modernização de Angola.

“Tal como acontece em outras partes do mundo, inclusive na Europa, essas visões poderão, num quadro de liberdade política formal, beneficiar da incapacidade dos governos em dar solução aos problemas concretos da população para ganhar cada vez mais espaço na sociedade angolana pós-guerra”, apela.

Os diamantes e o petróleo não foram a causa da guerra

O conflito que opôs o MPLA à UNITA (no período compreendido entre 1975 e 1991) teve como base o modelo de Estado e de governação implantando pelo partido no poder, que excluiu largas camadas da população da vida política, económica e social do País, revela Lopo do Nascimento.

“Os empresários ou aspirantes a empresários, os religiosos, os camponeses, as autoridades tradicionais, certas camadas intelectuais fazem parte desse largo espectro de excluídos. Embora não sendo uma guerra étnica, largas camadas de pessoas de fala umbundu não se reviram culturalmente no projecto governamental e aderiram à UNITA; apesar disso, as pessoas de fala umbundu constituíram sempre a maioria dos soldados dos dois exércitos, o MPLA e a UNITA”, conta.

Lopo do Nascimento escreve que a recusa da UNITA em aceitar os resultados das eleições em 1992 e a sua decisão de fazer novamente a guerra constituíram o factor preponderante para a nova fase do conflito.

O articulista diz mais adiante que o conflito pós-eleitoral foi alimentado pelo acesso do Galo Negro a fabulosas riquezas em diamantes que permitiram à UNITA desenvolver ainda mais o seu exército. Mas, acrescenta, foi possivelmente também o controlo das riquezas petrolíferas por parte do Governo (MPLA) que permitiu que este se defendesse e mantivesse a unidade do País. Assim, esclarece, diamantes e petróleo não foram a causa do conflito como algumas teorias defendem.

Lopo do Nascimento vaticina que, terminado o conflito militar, o partido para o qual milita poderá ser dilacerado por uma série de divisões irreversíveis. Quanto à UNITA, interroga-se, parafraseando analistas (que não cita), se ainda terá algum futuro político no País após a sucessão de erros cometidos depois das eleições de 1992 e da assinatura do Protocolo de Lusaka em 1994.

Os processos de adaptação brusca e as condições em que a mesma se opera, a actuação dentro de novas regras de jogo, não são tarefas fáceis para o Galo Negro mas que, a curto prazo, tem condições para ultrapassar as dificuldades em que se encontra mergulhada, nomeadamente no que diz respeito ao problema da liderança, correcção da imagem e restabelecimento das sua estruturas no País.


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