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  Cabo Verde
«Cérebros» da Lusofonia em fuga para os paises ricos
- 27-Oct-2005 - 13:36


Cabo Verde, Moçambique e Angola encontram-se entre os países mais afectados pela "fuga de cérebros" para os países desenvolvidos, revela um estudo do Banco Mundial.


O estudo documenta a saída de cidadãos com ensino superior dos países pobres para os países ricos, um fenómeno conhecido por "fuga de cérebros", que muitos especialistas consideram contribuir para as dificuldades das nações em desenvolvimento.

O estudo afirma que 67,5 por cento de cabo-verdianos com cursos universitários ou técnicos vivem em países estrangeiros.

Cabo Verde é o país africano de onde emigra o maior número de pessoas com cursos universitários ou técnicos, e o 11º na lista geral liderada pela Guiana com 89 por cento.

Nove dos dez primeiros países são pequenas nações das Caraíbas sendo o outro Tonga no Oceano Pacifico.

O documento do Banco Mundial revela que 45,1 por cento dos moçambicanos com o ensino superior vivem no estrangeiro, o que coloca o país na 25ª posição na lista global.

Contudo, se forem excluídos países com menos de cinco milhões de habitantes, Moçambique ascende ao terceiro lugar, atrás do Haiti (83,6 por cento) e do Gana (46,9 por cento).

Segundo os dados estatísticos do Banco Mundial, 33 por cento dos angolanos graduados com cursos universitários ou técnicos vivem no estrangeiro, o que coloca o país em sétimo lugar do grupo de nações com mais de cinco milhões de habitantes.

Alguns economistas afirmam que as estatísticas fornecidas pelo Banco Mundial não correspondem à realidade porque incluem os emigrantes que chegaram aos países desenvolvidos ainda como crianças ou que conseguiram os seus estudos já nesses países e não nos seus países de origem.

O Banco Mundial, embora reconhecendo essa deficiência, afirma que o seu estudo é um indicativo claro da magnitude da "fuga de cérebros" dos países pobres para os países ricos.

O documento sublinha que as potências emergentes do grupo das nações em desenvolvimento não têm esse problema em tão grande escala.

Como exemplo o texto indica que menos de 5 por cento de cidadãos com cursos universitários ou conhecimentos técnicos da Índia, China, Brasil e Indonésia vivem num país desenvolvido o que sugere que a "fuga de cérebros" está a afectar negativamente as perspectivas económicas dos países pobres e mais pequenos ou de tamanho médio.

Na África sub-saariana, os trabalhadores com "conhecimentos técnicos" são apenas quatro por cento da força de trabalho, mas são mais de 40 por cento dos emigrantes.

Especialistas afirmam que a "fuga" para os países desenvolvidos do pessoal que "constrói e fortalece instituições" como administradores de hospitais, directores de departamentos, políticos com ideias reformadoras e outros, contribui para que certos países estejam encurralados num ciclo de pobreza.

Para além da perda de profissionais de diversos campos esses países perdem também uma parte substancial da classe média, que muitos consideram ser a espinha dorsal para o desenvolvimento de qualquer país.

Alan Winters, director do grupo de investigação para o desenvolvimento do Banco Mundial, disse que a emigração de pessoal especializado pode ter muitos benefícios (tal como o envio de dinheiro para o país de origem), mas as consequências da "fuga de cérebros" podem ser "graves" para muitos países em desenvolvimento.

"Quando existem países em que um terço ou mais dos graduados nas universidades estão fora do país, então temos que nos preocupar com essa situação", disse Winters.

Políticos e especialistas estão divididos sobre como impedir ou pelo menos reduzir a "fuga de cérebros".

A África do Sul pediu recentemente ao Canadá para instituir medidas para dificultar a entrada no país de médicos e outro pessoal dos serviços de saúde, que estão a abandonar a África do Sul, algo que o governo canadiano se recusou a fazer.

Especialistas afirmam que tomar medidas administrativas para impedir a saída de pessoal especializado não vão produzir resultados.


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