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Aristides Gomes empossado 12º primeiro-ministro pós-independência
- 2-Nov-2005 - 16:25


Aristides Gomes foi hoje empossado como 12º primeiro-ministro da Guiné-Bissau desde que o país ascendeu á independência, em 1973, três horas depois de o presidente guineense o ter nomeado por decreto para a chefia do governo.


Aristides Gomes foi hoje empossado como 12º primeiro-ministro da Guiné-Bissau desde que o país ascendeu á independência, em 1973, três horas depois de o presidente guineense o ter nomeado por decreto para a chefia do governo.

Numa breve cerimónia na Presidência da República, em que não houve discursos, o chefe de Estado guineense, João Bernardo "Nino" Vieira, empossou Aristides Gomes na presença do presidente do parlamento, Francisco Benante, do Procurador geral da República (PGR), Octávio Alves, e de vários representantes da comunidade internacional.

Ausentes da cerimónia estiveram o ex-primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior e os membros do anterior executivo, demitido sexta-feira por "Nino" Vieira, bem como a presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Maria do Céu Monteiro, e as chefias militares.

No final da cerimónia, Aristides Gomes indicou aos jornalistas que a composição do elenco governamental será divulgada "muito em breve" e que o seu executivo "deverá contar" com dirigentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

O novo chefe do governo não avançou quaisquer nomes, sublinhando, contudo, ser sua intenção "congregar a maior abrangência possível" das várias sensibilidades políticas do país, para que a Guiné-Bissau possa enfrentar as dificuldades que atravessa.

Nesse sentido, Aristides Gomes sublinhou ser sua prioridade estabelecer "amplos consensos em torno dos grandes problemas do país", desdramatizando, ao mesmo tempo, as críticas do PAIGC, que considera a sua nomeação uma inconstitucionalidade".

"Isso faz parte do debate político e não vale a pena estar a comentar isso", afirmou o novo primeiro-ministro, que garantiu ainda dispor de uma base "sólida", quer em termos políticos quer em termos parlamentares.

"Tenho uma base política e parlamentar para governar, que é uma base sólida e constituída através de uma concertação política que queremos que seja durável. É uma maioria sólida e que me deixa à vontade para governar", sustentou, numa alusão ao recém-criado Fórum de Convergência para a Democracia (FCD).

O fórum reagrupa a maior parte da agora antiga oposição parlamentar, incluindo o Partido da Renovação Social (PRS) e o Partido Unido Social-Democrata (PUSD), e reivindica a existência de uma nova maioria parlamentar, "o suficiente para apoiar um governo".

"Mas vamos explorar todas as pistas e vamos tentar integrar alguns dirigentes do próprio PAIGC", afirmou Aristides Gomes, salientando que a Guiné-Bissau é um país onde as dificuldades são "crónicas", pelo que tudo se torna prioritário.

"Mas é preciso criar condições que possam favorecer o investimento público e privado e, para isso, é necessário continuar os esforços desenvolvidos com a comunidade internacional no sentido de restabelecer os grandes equilíbrios macroeconómicos, o que passa pelo tratamento da famosa mesa-redonda", referiu.

Fonte próxima de Aristides Gomes disse que a composição do executivo está praticamente completa, faltando apenas a confirmação de "um ou dois nomes", que não revelou, para que o elenco possa ser anunciado e empossado pelo chefe de Estado.

Após empossado, o executivo de Aristides Gomes terá de passar na Assembleia Nacional Popular (ANP), cuja próxima sessão está agendada para 21 deste mês.

Aristides Gomes é natural de Canchungo, onde nasceu a 8 de Novembro de 1954 (fará 51 anos dentro de cerca de uma semana) e é licenciado em Sociologia e Ciências Políticas pela Universidade Paris VIII.

Antigo director-geral da Televisão Experimental da Guiné- Bissau (TEGB, entre 1990 e 1992), Aristides Gomes já foi ministro do Plano e Cooperação Internacional num dos governos de "Nino" Vieira que se seguiram à vitória do PAIGC de então.

Mestrando em Estudos Diplomáticos e Estratégicos, o novo primeiro-ministro guineense tem também várias obras técnicas publicadas no país, sobretudo nos domínios da sociologia, antropologia e economia.

Em termos partidários, Aristides Gomes ascendeu a 1º vice- presidente do PAIGC no congresso que, em 2002, elegeu como líder Carlos Gomes Júnior, com quem, contudo, entrou em ruptura total após a vitória do partido nas eleições legislativas de Março de 2004.

Apesar de escolhido para integrar o governo, como ministro da Administração Territorial, Reforma Administrativa, Função Pública e Trabalho, Aristides Gomes não compareceu à tomada de posse, alegando que teria combinado com Carlos Gomes Júnior a pasta dos Negócios Estrangeiros.

A partir de então, encetou uma luta pública contra a actual direcção do PAIGC que culminou em Maio deste ano com a suspensão, por um ano, de todas as funções e actividades partidárias, depois de ter anunciado o seu apoio à candidatura de "Nino" Vieira às presidenciais.


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