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  Cabo Verde
«Criação de Estados credívieis é o principal desafio»
- 11-Nov-2005 - 16:00


O primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, defendeu hoje em Lisboa que o principal desafio que se coloca ao desenvolvimento do continente africano é a criação de "Estados credíveis", que obedeçam às regras do jogo democrático.


Durante uma intervenção na conferência "Portugal, os Estados Unidos e a África Austral", na Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), José Maria Neves considerou que África precisa de "Estados que funcionem em sociedade pluri-étnicas" e evitar "conflitos armados com efeitos devastadores".

"Os conflitos não são a causa, mas sim o resultado da fragilidade e institucional do Estado (à) que não foi capaz de articular e integrar os diversos interesses perfilados na sociedade, de regular conflitos sociais, de respeitar a diversidade étnica e cultural", referiu o primeiro-ministro cabo-verdiano.

José Maria Neves destacou que "a afirmação de Estados credíveis é fundamental para o crescimento e a competitividade da economia", dado que não faz sentido falar de desenvolvimento "sem assegurar o acesso das pessoas aos rendimentos, criar condições de empregabilidade dos jovens e promover a actuação do empresariado e o funcionamento dos mercados".

Neste sentido, o chefe de Governo referiu que os Estados em África têm de ser capazes de "colocar os abundantes recursos naturais ao serviço do bem-estar dos cidadãos" e colocar em prática políticas que tenham em conta "a garantia do mínimo humanamente digno".

José Maria Neves manifestou ainda a convicção de que a Aliança Atlântica poderá ter um "contributo importante" no futuro do continente africano, nomeadamente ajudar a criar um ambiente favorável à estabilidade, que passa pelo processo de "civilização" das Forças Armadas.

A NATO, acrescentou, pode ainda contribuir para a criação "de uma verdadeira cultura de prevenção de conflitos e de diálogo e tolerância no relacionamento intra e inter-estadual", além de apoio no combate ao tráfico de droga, de pessoas, criminalidade organizada e em acções de protecção civil e ajuda humanitária.

O primeiro-ministro cabo-verdiano deu como exemplo o seu país em termos de promoção da democracia e defendeu que Cabo Verde pode ter um papel de "ponte de diálogo e entendimento" entre continentes.

Em declarações aos jornalistas à margem da conferência, José Maria Neves afirmou que Cabo Verde "tem uma importante posição geoestratégica e pode funcionar como plataforma de paz e estabilidade".

Quanto às relações entre Portugal e África, o chefe de Governo afirmou se está "a ganhar uma nova consciência" porque "as coisas não são imutáveis", destacando que "há actualmente um processo muito enriquecedor em África".

José Maria Neves deu ainda os parabéns a Angola, que comemora hoje 30 anos de independência", afirmando que se trata de um "parceiro estratégico de Cabo Verde e um país que terá "um papel decisivo" na cooperação entre o eixo UE, Estados Unidos e África.

Esta conferência internacional foi organizada pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e pelo Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa.

José Maria Neves encontra-se em Lisboa desde quinta-feira, em visita privada até domingo, seguindo segunda-feira para o Luxemburgo. Durante a sua estada, o primeiro-ministro de Cabo Verde manterá contactos com a comunidade cabo-verdiana residente em Portugal.


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