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Savimbi, Cravinho e Hitler (parte III)
- 12-Nov-2005 - 16:38
No dia da independência de Angola, o CDS/PP entregou na Assembleia da República um requerimento a pedir que o Ministério dos Negócios Estrangeiros português explique as declarações do secretário de Estado da Cooperação portuguesa sobre o líder histórico da UNITA, Jonas Savimbi. Na véspera o mesmo o partido afirmara «que a UNITA e os angolanos são credores de explicações e de um pedido de desculpa, e, se assim não for, o CDS recomenda a demissão do senhor secretário de Estado». As declarações de João Titterington Gomes Cravinho foram feitas no dia 5. O único partido português que reagiu foi, portanto, o CDS embora com cinco dias de atraso. Mais vale tarde do que nunca e mais vale só do que mal acompanhado.
Por Orlando Castro
Recordemos que o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação do Governo de José Sócrates, João Gomes Cravinho, afirmou numa entrevista ao semanário Expresso, que Jonas Savimbi, líder histórico da UNITA, foi um "monstro, um Hitler africano".
Recordemos ainda que o chefe da diplomacia portuguesa, Freitas do Amaral, afirmou quinta-feira ao diário Público, que "se houver alguma coisa a esclarecer, será o Sr. Secretário de Estado", acrescentando que "as declarações foram feitas por ele” e que “essas áreas são da competência dele, eu respondo pelas minhas". Nada mais esclarecedor... se Portugal fosse um Estado de Direito.
Supostamente o secretário de Estado, que tinha dez anos quando se deu o 25 de Abril e onze quando Angola se tornou independente, deveria saber alguma coisa já que é, ou foi, doecente da Universidade de Coimbra onde, na licenciatura em Relações Internacionais, coordenava o Programa de Doutoramento em Política Internacional e Resolução de Conflitos.
Mas, afinal, a grande especialidade de João Titterington Gomes Cravinho não é a resolução de conflitos, ou o seu contributo para tal, mas o mais curto caminho para os provocar. Provavelmente foi isso que aprendeu em casa já que, tanto quanto me parece, nada disso constava da licenciatura e mestrado que tirou na London School of Economics, nem do doutoramento pela Universidade de Oxford.
Seja como for, Portugal ainda não tomou uma posição oficial sobre esta ingerência na vida política interna de Angola, pelo que será de supor que tanto Freitas do Amaral, como José Sócrates ou até mesmo Jorge Sampaio (que aceitou que o secretário de Estado integrasse a sua comitiva oficial que foi a Luanda comemorar o dia da independência) entendem que João Titterington Gomes Cravinho continua a reunir condições para estar à frente da cooperação portuguesa.
E é pena que isso aconteça. Ou será que, mais uma vez, se poderá dizer que os portugueses têm os governantes que merecem? Não, certamente que não. Os portugueses, tal como os angolanos, merecem quem ponha o poder das ideias acima das ideias de poder.
Não é o caso do senhor João Titterington Gomes Cravinho enquanto secretário de Estado.
12.11.05
orlando@orlandopressroom.com

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