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CPLP? Deixem de gozar
com a nossa chipala...

- 8-Dec-2005 - 13:14

O jornalista e já velho amigo – permitam-me esta liberdade – Orlando Castro na sua rubrica Alto Hama questionou, uma vez mais, a viabilidade da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a necessidade da sua continuidade como organização supra-nacional teoricamente vocacionada para a defesa da Lusofonia, quer quanto às relações inter-estados (concertação política e a cooperação nos domínios social, cultural e económico, por forma a conjugar iniciativas para a promoção do desenvolvimento dos seus povos, reforço da presença dos oito a nível internacional) quer, e principalmente, quanto à defesa do bem comum: o idioma português.


Por Eugénio Costa Almeida
Mestre em Relações Internacionais e Doutorando em Ciências Sociais


E começa logo por questionar da visibilidade de algum projecto, alguma entidade, algum item que comprove a sua existência. Pergunta Orlando Castro se “… alguém da CPLP, ou [algum] dos cidadãos lusófonos … viram por esse mundo fora alguma coisa que dê pelo nome de CPLP” para ele qualquer coisa serve “… um elefante branco ou, quiçá, uma enorme montanha de onde foi parido um ratinho”.

Mas não lhe aconselhem o sítio da CPLP. E Orlando Castro justifica: “Nesse, na secção Actualidades, as notícias mais actuais de Angola, Portugal, Brasil, São Tomé, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Moçambique são de 11 de Julho... deste ano (valha-nos ao menos isso)”.

Mas Orlando Castro não fica por aqui nos seus interessantes considerandos. Não esquece, por exemplo que, em tempos – tão em tempos que já me esqueci de quando – os Estados que formam a CPLP preconizaram a criação (diga-se, uma ideia saudável e bem teorizada) do Instituto Internacional de Língua Portuguesa; que, infelizmente, está – e só pode estar – há anos, adormecido no pape, por sua vez, eventualmente esquecido num recôndito de uma qualquer gaveta de um obscuro funcionário da Secretaria de Estado da Cooperação.

Daí que Orlando Castro elabore, pertinentemente, uma tão importante quanto cadente questão “valerá a pena pensar noutros projectos?”

É evidente que não.

A CPLP tem mostrado inoperância total no desenvolvimento das relações inter-estados. Qual foi, de facto a sua efectiva participação na resolução dos conflitos na Guiné-Bissau (nomeadamente na legitimação do acto eleitoral para as presidenciais) e São Tomé e Príncipe. Ou que tomada de posição efectiva teve a CPLP quando aceitou a entrada de um Estado hispânico no seio da CPLP, ainda por cima dominada por um déspota; a Guiné-Equatorial.

E que interesse vê a CPLP na entrada deste Estado? O petróleo?

Se for isso, a CPLP tem Angola, o segundo maior produtor e exportador africano de crude, Brasil, já uma certeza, Moçambique, produtor de gás natural, e, em breve, São Tomé e Príncipe e Timor.

Ou será que a participação da CPLP se resume por um torneio entre jovens, umas reuniões militarizadas, ou umas visitas de Estado e reuniões periódicas entre alguns certos governantes(?) onde a uma mesa ovalada aprovam ideias que depois nunca são postas em prática: relembro-me, por exemplo, do Protocolo de Luanda sobre a livre permuta de notícias e de transmissões rádio e televisivas entre os Estados signatários.

Daí que não surpreenda a afirmação final colocada por Orlando Castro: “Pelo andar da carruagem (e a CPLP só tem três velocidades: devagar, devagarinho e parada) já estamos a ver a Lusofonia substituída pela francofonia ou por outra qualquer fonia.”

Mas, caro Orlando Castro, como se pode substituir algo que parece não existir?

È que, realmente e ao contrário da Lusofonia, tanto os francófonos, como os anglófonos ou os hispânicos – e, ultimamente, os chineses – não projectam fazer; apresentam e fazem-no.

Daí que o título que Orlando Castro imprimiu à sua rubrica seja pertinente “A bem da Lusofonia, enterrem a CPLP”.

Realmente é altura de deixarem de gozar com a nossa chipala.


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