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Um Expresso
que não rompeu
preconceitos

- 27-Dec-2005 - 19:15

Em Nota Editotal, o jornal português Expresso dizia em 14 de Junho de 2005, sob o título «Rompendo preconceitos», que «valorizar a informação sobre o Continente africano, em particular nos Países de Língua Oficial Portuguesa, é a aposta do novo «site» Expresso». Mais vale tarde do que nunca. O Notícias Lusófonas rompeu esse preconceito há oito anos. De vez em quando vejo por aqui a frase: «Leia aqui no NL o que encontrará amanhã, ou depois, nos outros jornais». Julguei que se referiam aos jornais de papel mas, ao ver o site do Expresso, verifiquei que a expressão é muito mais lata.

Por Orlando Castro

«Abrir um novo olhar sobre a realidade africana, tantas vezes ignorada na imprensa portuguesa, através de um meio de comunicação rápido e de fácil de acesso, embora ainda limitado nalguns desses países, é um primeiro passo no sentido de aprofundar o conhecimento quer no campo social quer em termos económicos», diz a referida nota do Expresso.

Apesar de seis meses já se terem passado, a realidade africana continua a ter muito pouca expressão, mau grado a capacidade financeira, logística e económica do Expresso. É evidente, importa reconhecer, que apesar disso está alguns pontos, muitos até, acima dos seus congéneres portugueses que, ao contrário dos seus ancestrais, continuam a achar o umbigo como a sublime realização.

«Neste novo espaço informativo da Internet em Portugal - actualizado diariamente - é ainda possível o debate sujeito às normas do on-line e, nele, o leitor pode também consultar de forma gratuita todos os artigos relacionados com África editados na edição de papel».

Não está mal. Não consigo, contudo, perceber como é que um jornal actualizado diariamente conseguiu não publicar uma só notícia, comentário ou algo similar, entre os passados dias 23 e 27.

Não sei porquê, mas recordo-me (talvez a despropósito) de um texto de Setembro deste ano em que Manuel Pinto, professor de Jornalismo na Universidade do Minho, Braga, dizia: «Não acredite se ler no Expresso».

Na opinião daquele prestigiado docente, o Expresso é um exemplo de quem pode dizer tudo e o seu contrário: «Enfim, um enorme monumento à credibilidade do jornalismo.»

Embora suspeito, vou continuar a ter no Notícias Lusófonas o local certo para saber o que se passa na Lusofonia.

orlando@orlandopressroom.com
27.12.2005


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