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Centenas de pessoas na abertura da Feira do Livro Lusófono
- 1-Mar-2003 - 18:28

Centenas de pessoas, entre as quais os principais líderes timorenses, concentraram-se hoje no antigo Mercado Municipal de Díli para a abertura oficial da 1a Feira do Livro Lusófono de Timor-Leste, o primeiro certame do género no país.


A iniciativa, do Instituto Camões, envolve mais de 120 mil volumes e 20 mil títulos que até 12 de Março serão vendidos a um preço médio de um dólar norte-americano.

Uma hora depois da feira abrir já era longa a fila de compradores com dezenas de títulos em sacos e debaixo dos braços, perfilados na única caixa registadora instalada pelos organizadores.

Num dos stands um pequeno cybercafé instalado pela Timor Telecom, a empresa maioritariamente controlada pela PT e que desde as 00:00 de hoje controla as telecomunicações de Timor- Leste.

Momentos antes, e falando em nome do presidente da República, Xanana Gusmão - também presente -, o primeiro-ministro Mari Alkatiri, recordou que a liderança timorense quis dar à língua portuguesa "um valor real".

"Nesse mundo global deve haver um esforço em definir novas fronteiras globais, fronteiras da língua e da cultura. Como meia ilha que é, Timor-Leste ganha com a língua portuguesa essa fronteira global e ampla, que atravessa oceanos e une continentes", afirmou.

"Com a língua portuguesa deixamos de nos sentir apenas como esta ilha para nos sentirmos parte deste mundo global", sustentou.

Maria José Stock, presidente do IC, recordou a importância do certame no quadro da decisão timorense de escolher o português como uma das duas línguas oficiais de Timor-Leste, a par do tetum.

"Os agentes desta política de língua, desta afirmação cultural devem ser todos os interessados na sua promoção, na sua divulgação, ou seja todos os países em cuja língua oficial é o português", afirmou.

Vários contentores cheios de livros e outras publicações viajaram de Lisboa até Timor-Leste, num certame verdadeiramente lusófono, que incluirá a venda de textos de autores de todos os países de expressão portuguesa, incluindo Timor-Leste.

Igualmente para venda estão manuais técnicos - que representam cerca de 30 por cento do total -, gramáticas, traduções em português de autores estrangeiros e traduções em inglês de autores portugueses.

Estimativas dos organizadores sugerem que poderão ser vendidos, nos 31 stands instalados no centro de exposições de Díli, entre 60 e 70 mil livros, com um custo que vai de apenas 25 cêntimos até 20 dólares.

Maria José Stock disse numa entrevista à Lusa que a feira do livro é para o IC uma "projecto piloto", constituindo um modelo que pode vir a ser replicado noutros espaços.

"Há já outros países da CPLP que, além de se terem envolvido nesta iniciativa querem também fazê-la no seu espaço", disse.

A segunda feira pode ocorrer já em Angola, que a responsável do IC visitou recentemente, e onde as autoridades locais manifestaram já grande interesse em estudar o modelo da feira timorense.

No caso angolano, e dado o país ter uma realidade Sconsideravelmente diferente" da de Timor-Leste, especialmente ao nível de estruturas existentes, a Feira do Livro poderá ter uma configuração única.

"A própria Universidade Agostinho Neto está muito interessada em realizar uma feira do livro intra-muros universitários", disse Maria José Stock.

"Gostaria que não se ficasse por aí porque às vezes as paredes das universidades são um impedimento para que a população aceda e participe. Preferia um espaço público, aberto a todos", sustentou.

Mais do que um mercado de literatura, a feira de Díli terá ainda mostras de cinema, exposições de fotografia e pintura e a participação de escritores lusófonos. Igualmente previstos estão debates e "ateliers pedagógicos" para crianças.

O que sobrar, na conclusão da 1a Feira do Livro Lusófono ficará em Timor-Leste, sendo distribuído por bibliotecas e outras instituições.

Algumas editoras ofereceram centenas de livros e instituições como a Câmara Municipal de Lisboa, a Cinemateca Portuguesa e a UNESCO terão stands próprios na Feira de Dili.

A maior iniciativa do género promovida pelo Instituto Camões (IC), o certame visa sobretudo "consolidar a língua portuguesa e aprofundar o conhecimento das diversas culturas lusófonas".

Mais de uma centena de instituições, entre as quais a Academia Brasileira de Letras, colaboraram na organização do evento que conta com dezenas de patrocínios, inclusive de firmas locais.

No programa de 12 dias da feira haverá uma dia dedicado a cada um dos oito países da CPLP (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor- Leste), hoje já representados com bandeiras nacionais montadas no local do certame.

A iniciativa está já a causar bastante interesse entre a população timorense, especialmente a nível da massa estudantil da Universidade Nacional de Timor-Leste. Dezenas de estudantes são voluntários no apoio aos visitantes à feira.

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