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Muçulmanos dizem-se «ignorados» da vida política no país
- 13-Jan-2006 - 13:59
O Conselho Islâmico de Moçambique insurgiu-se hoje contra a não inclusão da comunidade muçulmana no Conselho de Estado e garantiu que vai avançar com um abaixo assinado para o Presidente da República, em protesto contra essa situação.
O presidente moçambicano, Armando Guebuza, empossou em finais do ano passado 17 dos 18 membros do Conselho de Estado, um órgão de consulta do chefe de Estado em matérias como a dissolução do parlamento e a declaração de guerra.
Falta ainda apontar a 18 personalidade do órgão, que vai ser o provedor de justiça, ainda não escolhido pela Assembleia da República, esperando-se que tal aconteça este ano.
"Do Rovuma ao Maputo, reina uma insatisfação, porque não contávamos com o que aconteceu", afirmou o presidente do Conselho Islâmico de Moçambique, Aminuddin Mohamad, em entrevista ao semanário Savana, editado em Maputo.
Mohamad alegou haver falta de "equilíbrio" na composição do Conselho de Estado entre as principais religiões do país, uma vez que estão no órgão membros da igreja católica, mas não há nenhum da comunidade muçulmana.
O presidente do Conselho Islâmico de Moçambique aludia à integração no Conselho de Estado do ex-cardeal de Maputo, já reformado devido à avançada idade, o arcebispo Alexandre dos Santos.
O prelado foi indicado pela bancada da FRELIMO, que detém a maioria na Assembleia da República e que nomeia quatro individualidades para o órgão.
"Os muçulmanos deram o seu contributo na luta de libertação da nossa terra. Portanto, foi um grande choque termos sido completamente ignorados", lamenta o xeque Aminuddin Mohamad.
Mohamad lembrou ainda outros episódios de alegada marginalização dos muçulmanos pelo Estado, como a recusa em considerar as datas comemorativas do calendário islâmico como feriados nacionais, o que não sucede com as datas cristãs, como o dia do Natal, que é feriado nacional.
"Somos irmãos e temos todos os mesmos direitos. Não temos problemas com os nossos irmãos católicos, mas achamos que devia haver tratamento igual", acrescentou o presidente do Conselho Islâmico de Moçambique.
Reagindo a esta contestação, o secretário para a Mobilização e Propaganda da FRELIMO, Edson Macuácua, disse que "os membros do Conselho do estado não estão para defender interesses de grupos nem grupos de interesses e o partido FRELIMO sempre respeitou a diversidade cultura e religiosa".
Macuácua sublinhou que "o Estado moçambicano é laico e não se pode politizar a religião".
O islamismo é uma religião influente no país, sobretudo no norte, onde a maioria da população professa este credo, por força das ligações seculares entre mercadores islâmicos e populações autóctones da área costeira do norte de Moçambique.

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