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Governo aponta vantagens para o plano tecnológico e para os PALOP
- 30-Jan-2006 - 19:30
A Estratégia de Lisboa, o plano tecnológico e o ensino do português em Portugal e em África saem beneficiados da realização em Lisboa do Fórum de Líderes da Microsoft, destacou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros.
Para Diogo Freitas do Amaral, a quem se deve a escolha da capital portuguesa para um evento anual que junta este ano mais de 600 representantes de Governos europeus e de empresas da área da investigação e novas tecnologias, a realização da conferência em Lisboa permite, desde logo, "reafirmar Portugal como grande organizador de congressos internacionais".
Por outro lado, "todo o programa é gizado em torno das ideias fundamentais da Estratégia de Lisboa" - definida pela presidência portuguesa da União Europeia em 2000 e que visa equiparar a economia e o desenvolvimento tecnológico na Europa aos dos Estados Unidos até 2010 - a conferência vai permitir apurar "como a tecnologia pode contribuir para a sua concretização", disse o ministro numa entrevista à Agência Lusa.
Da mesma forma, ela vai permitir aos responsáveis políticos e públicos portugueses "ouvir técnicos, governantes e grandes empresários" sobre as melhores formas de aplicar o plano tecnológico do actual Governo, não apenas no Fórum, mas também na conferência que o patrão da Microsoft, Bill Gates, dá terça-feira a ministros, autarcas e altos quadros da administração pública portuguesa sobre novas tecnologias e modernização administrativa.
A outra grande vantagem, segundo Freitas do Amaral, resulta do trabalho feito por uma comissão interministerial portuguesa ao longo dos seis meses que decorreram entre a escolha de Lisboa e a realização do evento e que vai permitir a assinatura de mais de uma dezena de acordos entre a Microsoft e os Ministérios dos Negócios Estrangeiros (MNE), da Educação, da Economia e Inovação, da Administração Interna, da Justiça, do Trabalho e da Ciência e Ensino Superior.
"O Governo quis aproveitar a vinda do "estado-maior" da Microsoft e de Bill Gates para, à margem da conferência, vermos as vantagens que podíamos obter para Portugal e para os Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP) da Microsoft, quer enquanto empresa privada, que faz contratos, quer na vertente da gigantesca Fundação Melissa e Bill Gates, que faz donativos desinteressados aos países mais pobres do mundo", explicou.
Neste sentido, da parte do ministério dos Negócios Estrangeiros, estão prontos para ser assinados, quarta-feira, quatro memorandos de entendimento para o ensino da Língua Portuguesa através de métodos audiovisuais e informáticos quer em Portugal, quer nos PALOP, estes últimos dependentes apenas, neste caso, do acordo dos respectivos Governos.
O ministro sublinhou que se trata de "memorandos de entendimento e não de contratos", ou seja, "uma proposta e não uma imposição", que os Governos dos PALOP terão inteira liberdade de aceitar ou recusar.
Mas, segundo Freitas do Amaral, "há efectivamente a intenção de Bill Gates e da Microsoft de alargar a todos estes países que o desejarem o plano que vai executar em Portugal".
Trata-se, explicou, de contratos com a Microsoft, embora haja a possibilidade de a Fundação Gates colaborar com a aplicação destes programas nos PALOP.
Freitas do Amaral fez ainda questão de explicar que os acordos a assinar não implicam "um monopólio com a Microsoft" nem significam "nenhum exclusivo" do Governo português com esta empresa, devendo-se a escolha a "terem sido os primeiros a aparecer, dada a oportunidade do congresso". "Por isso não vamos assinar contratos, mas memorandos de entendimento", explicou.
O ministro quis ainda elogiar "o excelente trabalho" desenvolvido pelo Protocolo de Estado no acolhimento, transporte e segurança das mais de 600 personalidades convidadas para o Fórum e congratulou-se com o facto de ter podido "aproveitar" quase na íntegra a equipa responsável por todos esses aspectos durante o Euro 2004.
Entre os participantes figuram o primeiro-ministro português, José Sócrates, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, o Alto Comissário da ONU para os Refugiados, António Guterres, a ex- presidente irlandesa Mary Robinson e o ex-presidente do Parlamento Europeu Pat Cox.
A escolha de Lisboa para a realização do terceiro Fórum de Líderes de Governo da Europa foi anunciada a 15 de Julho passado, dois dias depois de Freitas do Amaral se ter reunido com a vice-presidente da Microsoft que tutela os contactos com Governos estrangeiros, Gerri Elliot, numa escala em Nova Iorque da sua visita oficial a Washington.
Segundo o ministro, quando soube da hipótese, Lisboa disputava então com Viena a realização do evento e a Microsoft já tinha mesmo ouvido os responsáveis municipais da capital austríaca, pelo que pediu imediatamente para se encontrar com aquela responsável, a quem expôs os argumentos a favor da escolha de Lisboa.
Entre esses argumentos foram decisivos, disse, a capacidade de organização e segurança demonstrada por Portugal na Expo98 e no Euro 2004, a sugestão da Estratégia de Lisboa como tema e a garantia da presença no Fórum do presidente da Comissão Europeia, o ex-primeiro-ministro português Durão Barroso.

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